terça-feira, 15 de outubro de 2013

Entrevista: Cristina Frentzen

Olá Leitores,

Hoje tenho uma entrevista com a autora Cristina Frentzen que está lançando pela Modo Editora o livro Clube de Vênus que já adianto que até o momento será uma série...\o/...já aviso de antemão que é leitura erótica.


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Autora


Confiram minhas perguntas:

1. Quem é Cristina Frentzen? 
Sou uma carioca de 28 anos, quase 29 porque estou às vésperas de novembro! Moro em Salvador há algum tempo e sou uma mulher tranquila e de gostos simples no dia-a-dia, gosto de ler, escrever, curtir o mar e os amigos, escrever, viajar, escrever, sexo, escrever, escrever!

Por muito tempo venho me dedicando à vida acadêmica também, então sou uma pessoa com graduação e mestrado, faço pesquisas na área de relações internacionais, dou aulas, preparo um possível doutorado... Por outro lado, sou uma amante da literatura e passo boa parte do meu tempo lendo e escrevendo. É algo que realmente gosto muito de fazer e sempre que posso, estou rabiscando uma ideia nova.

Divido meu tempo entre curtir a família e os amigos, o trabalho como professora e a literatura. Sou solteira e sonhadora, amante das artes de uma forma geral, viciada em cinema e jogadora de games nas horas vagas. Amo os animais e adoro fazer caminhadas de fim de tarde, sentar de frente para o mar e meditar ou ler. Gosto mais da pipoca doce do que a salgada, meu veículo favorito é a bicicleta, meu filme favorito é “As Horas” e adoro música instrumental (clássica e jazz em especial). Sou do tipo de pessoa que, quando lê ou assiste algum filme ou serie, shippa até formiga. Ultimamente tenho sido consumida por um desejo intenso de fazer o caminho de Santiago e de ler toda a obra de Pablo Neruda também. Talvez faça as duas coisas ao mesmo tempo... O que mais posso dizer? Ah, claro! Tenho uma dívida eterna com as sociedades antigas da América Central por terem inventado o chocolate, a melhor e maior invenção humana!

Se eu tiver de pontuar um eixo que norteia meus sonhos, ele basicamente gira em torno de duas coisas: uma é a vontade que tenho de publicar meus livros, de oficializar uma carreira de escritora (e estou feliz da vida trabalhando nesta front agora); a outra é um pouco mais difícil de materializar, mas basicamente é contribuir de todas as formas e com as melhores atitudes para que possamos viver em um mundo melhor. Enquanto cidadã, eu sinto esta contínua necessidade de propagar compaixão e cuidar da humanidade da melhor forma possível. São os pequenos passos, e é importante dá-los.

2. Qual a origem do seu sobrenome? (pergunto, pois ele dá um ar estrangeiro e singular ao seu nome, e claro fiquei curiosa)
Bem, a origem é germânica, mas na verdade trata-se de um pseudônimo, deixa eu contar esta história. Eu tinha um grande amigo, Guilherme era seu nome, e ele sempre me chamava de Frentzen por causa dos créditos de um filme antigo que assistimos juntos quando éramos pirralhos. Foi algo que nos marcou e desde então ele me chamava de Frentzen o tempo todo, me convencendo de que, quando eu me tornasse escritora, não poderia adotar nenhum outro nome. Quando eu tinha 17 anos, infelizmente o destino quis que o Gui fosse arrancado precocemente das nossas vidas e foi um momento muito difícil para mim. Então eu decidi carregar o Frentzen de vez para tê-lo sempre comigo. Até mesmo naquela época alguns amigos já confundiam e hoje muita gente acha que é meu sobrenome mesmo, principalmente por causa da assinatura do e-mail. Eu me divirto com isso, outro dia um alemão entrou em contato comigo emocionado: “nossa, eu não sabia que tinha parentes do Rio de Janeiro ou em Salvador!” e eu, “Bem, você não tem!”LOL

3. Esse é seu primeiro livro? Se sim, como foi o processo para escrevê-lo?
CdV é o primeiro livro que estou publicando, sim, mas não o primeiro a ser escrito. Na verdade, foi uma loucura maravilhosa escrever Clube de Vênus. No início escrevi um conto de 60 páginas que acabou se tornando uma boa distração para minhas amigas mais ADAS, (leia-se tarADAS) e eu me diverti tanto com a primeira parte que avancei para uma continuação. Daí a Adriana Vargas (editora da MODO) leu e gostou, mandou uma mensagem perguntando se eu tinha interesse em publicar... Bem, o que dizer? Aceitei o desafio na hora e aí sim, peguei o conto original e desenvolvi mais em termos de personagens, história, mistérios... E voilá, Clube de Vênus, primeira temporada.

Foi uma delícia escrever este livro, primeiro porque fala de sexo e é uma delícia escrever sobre sexo. Em algumas partes, tive que dar uma parada para um banho frio, porque sabe como é, só rezando para nossa senhora das periquitas aflitas! Mas devo dizer, foi libertador também. Nunca me imaginei publicando um livro erótico e quebrar essa fronteira significa muito para mim. O erotismo é uma parte importante de todos nós e é dessa maneira que procuro trabalha-la na história, como uma parte que não devemos ter vergonha em explorar.

4. Você lê muitos livros? Se sim, qual seu preferido?

AMO ler. Não leio tanto quanto gostaria, porque precisaria de sete vidas e um dia com 100 horas no mínimo. Adoro um bom mistério, romance, fantasia e ficção científica de um modo geral, são os gêneros que mais me atraem. Contudo, leio qualquer coisa que me conquiste, seja pela capa e sinopse, seja por indicações... Meu atual livro de cabeceira é “Os homens que não amavam as mulheres” do Stieg Larsson e estou adorando! Agora, meu livro favorito? Definitivamente, “As Relações Perigosas” de Choderlos de Laclos, já devo ter lido umas dez vezes ou mais. “Mrs. Dalloway” de Virginia Woolf é outro top 5, assim como o livro derivado, “As horas” de Michael Cunningham. Cunningham e Woolf são alguns dos meus autores favoritos.

5. Se baseou em algum autor ou obra para criar Clube de Vênus? Se não, como foi criar a obra?
A título de inspiração, posso citar a obra cinematográfica de Kubrick “De olhos bem fechados”, cuja trilha sonora e sua combinação de sexo e máscaras definitivamente permearam minha mente durante a criação de CdV. Há algumas homenagens também, como o sobrenome Valmont que aparece na história (derivado do livro já mencionado, Relações Perigosas) e a descrição física de alguns personagens, bastante semelhantes aos atores queridinhos das minhas amigas mais próximas (e meus também, é claro)! Mas de um modo geral, o livro tem uma proposta original e nasceu de algumas fantasias e minha contínua necessidade por injetar mistério em praticamente tudo o que escrevo. É um livro erótico que guarda um segredo, o que faz com que o sexo tenha protagonismo na história, mas também seja uma ferramenta para a real motivação de uma das protagonistas, Erica Stone.

6. Está trabalhando em algum novo projeto?
Estou sim, em vários na verdade. Um deles, não tão novo já que antecede CdV, é um livro que pretendo publicar na sequência. Um romance com um tom de fantasia e mistério, um pouquinho maior que Clube de Vênus, pois tem umas 600 páginas... E também estou trabalhando uma sequência de contos fantasiosos que pretendo disponibilizar no site da Amazon. Estas não são obras eróticas, mas Clube de Vênus também não morre na primeira temporada. Concebi a história na forma de série e ela deve ter três temporadas, a segunda está a caminho enquanto conversamos, melhor, maior e mais gozada também!

7. Conseguir uma editora para publicação foi um processo demorado?
Não posso dizer que foi no caso de Clube de Vênus por conta do interesse da Adriana em publicar pela MODO, mas todos sabemos que é um processo em si complicado. Vivemos em um mundo onde o acesso às informações tem sido cada vez mais fácil, mas ainda permeiam muitas dúvidas quanto ao processo de publicação e nós autores nem sempre sabemos qual o melhor caminho a seguir. Antes de surgir o convite da Adriana para a publicação deste livro em particular, por exemplo, eu me preparava para registrar o meu outro livro e preparar o envio do original para editoras, uma de cada vez, tendo que aguardar o período de avaliação e obter a resposta para, caso fosse negativa, partir para outra e assim por diante. O próprio processo de registro já leva algum tempo, então é preciso paciência para publicar seu material.

8. Hoje o mundo virtual tem ajudado muitos os novos autores. Qual o impacto que teve para você com a sua obra?
O mundo virtual foi o responsável por Clube de Vênus existir, fato que por si só já nos indica a importância das redes sociais como ferramenta de divulgação. Hoje avalio duas grandes vantagens da grande rede: divulgação e auto-publicação. As redes sociais são ótimas ferramentas para que os autores possam aproximar os leitores de suas obras, compartilhar ideias, divulgar absolutamente tudo o que diz respeito ao mundo literário. Fiquei muito feliz em ter acesso a ótimos livros através da divulgação feita pelo facebook, twitter, blogs etc, pois tais livros nem sempre estão disponíveis nas livrarias, no circuito mais badalado do mundo literário.

A auto-publicação através de sites e-commerce também é uma realidade fascinante. Poder publicar um livro de forma autônoma através do kindle, por exemplo, é algo fantástico e que revoluciona nossa forma de lidar com a literatura. Dá dinamismo e flexibilidade, gera oportunidade para os autores. Para os leitores, gera acessibilidade, preços menores para os que não podem pagar pelo material físico que, na maioria das vezes, é bem mais caro. No final das contas, ganha o mundo literário!

9. Os blogs literários andam ganhando um grande espaço, qual a sua opinião sobre os blogueiros?
Eu vejo um blog literário e penso: por trás dessas páginas, há uma pessoa que ama MUITO ler, e já crio uma identificação. Valorizo bastante os blogs porque eles permitem o que há de mais importante, compartilhar ideias sobre estes universos que criamos e que, em um determinado momento, decidimos dividi-los com todo mundo. Um grande professor uma vez me disse: “um escrito só é seu até o momento em que você o libera para que outras pessoas leiam. A partir desse momento, ele passa a pertencer a todos, pois cada um fará uma leitura diferente, será tocado de formas diferentes”. Cada livro carrega uma mensagem, mas cada leitor tira uma mensagem diferente dos livros. Os blogs literários tem um pouco disso, compartilhar estas diferentes mensagens. Por isso admiro muito os blogueiros. Uma grande amiga também é blogueira literária, a Juliana. Converso com ela e vejo a paixão pela leitura expressa em suas palavras, e é o que faz tudo valer a pena!

10. Qual foi seu sentimento ao saber que a obra foi aprovada pela Modo Editora? 
Minha reação verbal basicamente foi: HUHU! YUPPIEEE! YAY! Dá-lhe sexo nesse povo!

Meu sentimento: realização. Escrever é um ato de felicidade diário para mim. Publicar uma obra é a mais deliciosa das consequências!

E como estamos falando em sentimentos, quero aproveitar também para agradecer a Elisandra Eccher pela entrevista, é um prazer e uma honra poder compartilhar um pouquinho do seu espaço neste fabuloso blog (cujo banner de bruxinha eu simplesmente amei, fato)! E para os leitores, obrigada por lerem esta entrevista e parabéns por fazerem parte desse maravilhoso mundo dos amantes da literatura. Espero que possam gostar de Clube de Vênus! Um beijo, folks!

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BIOGRAFIA DA AUTORA: Cristina Frentzen é carioca e atualmente mora em Salvador. Tem 28 anos e escreve sobre gêneros que vão da fantasia e ficção científica ao erotismo. Atualmente, trabalha na divulgação de sua obra "Clube de Vênus".

Cristina Frentzen nas redes sociais:
Twitter: https://twitter.com/kfrentzen
Facebook: https://www.facebook.com/kfrentzen
Skoob: http://www.skoob.com.br/autor/7278-cristina-frentzen
Página do Clube de Vênus no Facebook: https://www.facebook.com/serieclubedevenus


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Quero agradecer as belas respostas da autora, o carinho e a atenção com o blog e claro lhe desejar muita saúde, felicidade e sucesso em sua vida e carreira. 

Creio que muitas de vocês como eu estão ansiosas pelo lançamento, então fiquem de olho!!!!
Beijokas Mágicas Elis!!!!

8 comentários :

  1. Gostei da entrevista Elisandra e de conhecer um pouquinho mais sobre a Cristina. Percebi que ela é super espontânea e divertida...hehe. Beijo!

    www.newsnessa.com

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    1. Nessa,
      Obrigado pela visita flor....bjus elis

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  2. Nossa não conhecia ainda, mas a capa desse livro é maravilhosa, e a autora parece muito simpatica! Gostei da historia sobre o pseudonimo!

    Um beijo
    http://escolhasliterarias.blogspot.com.br/

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    1. Amanda,
      Obrigado pela visita e eu também gostei muito dessa história...beijoaks elis

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  3. não conhecia nem a autora nem o livro, mas na entrevista ela pareceu ser tão gente boa, tão auto astral!
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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    1. Oi Thaila,
      Obrigado pela visita...beijoaks elis

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  4. Adorei a entrevista.
    Muito sucesso pra ti, mestra querida.
    Beijos.

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    1. Oi Fal,
      Obrigado pelo comentário e pela visita...volte sempre...bjus elis

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