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terça-feira, 7 de março de 2017

A Fila - Ana Esterque

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Título: A Fila
Autor/a: Ana Esterque
Editora: Chiado
Páginas: 88

Sinopse: O livro A Fila é composto por 10 narrativas, permeadas por temas polêmicos – como incesto e violência contra a mulher. Além disso, as histórias levam o leitor a uma reflexão sobre o vazio e a delicadeza da alma.

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Conheci a autora através de uma entrevista que ela deu no canal da Thaisa Lima, conheçam a mesma AQUI. Então quando comecei a leitura já sabia quem era Marcel J. Portoluna, e realmente ele surpreende, pois não se pode dizer o quão irreal e bom escritor ele o é.

Conforme vamos avançando as páginas, percebemos o quão inteligente é a autora, que sabe nos guiar e prender em suas palavras. A fila, conto que abre a obra, é tocante e triste. Uma garota que aguarda a própria mãe retornar. Ficamos pensando em tudo que pode ter ocorrido e deduzindo o real final dessa menina.

Uma taça de vinho tinto, nos faz pensar sobre nossa vida e claro o belíssimo amor, até quando as lembranças nos acompanharão e o que será certo e errado. Os mistérios e segredos que podemos fazer atravessar décadas. Algo que pode estar na vida de qualquer um.

O matador, me deixou um pouco chocada e em dúvida...magina se eu não ia levantar uma dúvida. Convivi com pessoas que fazem o mesmo processo, afinal matar para comer, faz parte da cadeia alimentar e logo alguém tem de fazê-lo. Fiquei pensando nos processos e se não faltou algo, que para mim marcou quando me contaram como funciona. Então vou pesquisar...e contar pra vocês. Já que eu, imagino tudo como um belo filme e por isso parece que foi cortado algo.

Receita é um conto curto, que fala do cotidiano. Agora boa noite, Isabella, além de ser triste, nós faz pensar se as garotas de hoje em dia estão tão inocentes assim, porque desde que me entendo por gente aprendi a me cuidar, ainda mais em saídas e baladas. Se as moças estão tão puras, realmente temos de ensiná-las que todo cuidado é pouco. Até porque ninguém merece passar por uma situação assim, violação é crime e deve ser punido.

Professor, é um conto que também achei cotidiano, em vista de tudo que acontece no mundo. Mas não é menos importante, afinal a vida está aqui para ser vivida e observada. Os estrategistas, é um conto que todo escritor deve treinar, porque é como ver um autor, criando sua obra. Você não acha que ainda é cedo?, é o movimentar de um prédio, que tem uma sacada para lá de interessante.

Amor delicado, consigo comparar aos meus pensamentos sobre minha cachorrinha, apesar de ser um coelho no conto, creio que se eles chegam a pensar, é bem assim que acontece. Para eles uma visão totalmente diferente da nossa, que se conseguíssemos ouvir aprenderíamos muito. O cometa finaliza a obra, de uma maneira calma, saudosa e correta. Espero que todos nós cheguemos até a velhice com lembranças boas o bastante para nos fazer sorrir ou pensar em tudo que já vivemos.

Ana Esterque pode não escrever com sentimento, mas sua técnica nos emociona e prende de uma maneira, que seria um prazer ler outros contos dela. Um prazer conhecer, mais uma autora nacional que veio para fazer a diferença.

Beijos e boas leituras...

domingo, 6 de março de 2016

#Branca dos Mortos e os Sete Zumbis - Fábio Yabu

Olá Pessoal,

Hoje quem nos brinda com uma análise é a colunista Rose, do blog Fábrica dos Convites, vamos conferir:

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Título: Branca dos Mortos e os Sete Zumbis
Autor/a: Fábio Yabu
Editora: Globo Livros
Páginas: 200

Já tinha um tempo que eu não lia um terror, e o último do gênero também tinha sido um conto. Quando vi este livro entre os que ganhei da editora, fiquei encantada com a capa e principalmente contracapa. 

O livro reúne 12 contos do autor baseados nos já conhecidos contos de fadas. Da Branca de Neve até Rapunzel, todos ganham uma pegada sinistra, onde o felizes para sempre nunca esteve tão distante.Tudo bem que os contos originais. não os que contamos para nossos filhos, não são tão suaves, mas Fábio e o ilustrador Michel Borges dão um toque macabro todo especial.

Não dá para falar dos contos sem dar spoiler, mas posso afirmar que todos cumpriram com o objetivo. O meu preferido foi o da Cinderela.Vou dar os parabéns para a parte gráfica que está maravilhosa. Na capa e contra capa, a foto não permite ver direito, mas há uma espécie de emborrachamento ou plastificação escorrendo por elas como se fosse sangue já limpo. Achei isso divino!



Para quem gosta do gênero, mas não está a fim de uma leitura extensa, eis aqui a solução dos seus problemas.

sábado, 18 de julho de 2015

O Príncipe de Westeros e Outras Histórias - Diversos Autores

*Parceria Saída de Emergência Brasil*

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Título: O Príncipe de Westeros e Outras Histórias
Autor/a: George R. R. Martin, Joe Abercrombie, Gillian Flynn, Matthew e outros
Editora: Saída de Emergência Brasil
Páginas: 480

Nessa obra contamos com uma introdução e dez contos. Gosto de ler livros nesses estilo, porque acabamos conhecendo a escrita do autor e sabendo se vamos apreciar obras dele ou não. Bem que isso pode ser enganoso, já que as vezes os autores agradam outras não. Mas eu acredito que dê sim, para ter uma prévia do modo que ele escreve, descreve e monta os cenários e diálogos.

Com esse parágrafo acima, já dianto que alguns autores não farão parte da minha estante. Houveram contos que eu não me prendi ou que não me deram animo ou prazer de ler. Sei que são grandes escritores, mas com certeza alguns se destacaram mais que outros para o meu apetite literário.

Gillian Flynn, me prendeu as suas palavras e sua escrita é ótima, vamos lendo página atrás de página e no fim ficamos pensando: - Como não li nada dela ainda?. Então minhas palmas pelo desenvolvimento de "Qual é a sua profissão?", me ganhou como leitora. Simplesmente genial.

Joe R. Lansdale, com o conto "Galho Envergado", tanto quanto a Flynn, me conquistou, porque a maneira que eles escrevem chama a atenção, a ação e as dúvidas que colocam em sua construção, faz o leitor ficar ávido para chegar ao final e descobrir o que irá acontecer. Aqui está outro escritor que pretendo ler e ter na minha estante.

Patrick Rothfuss, me conquistou com seu personagem principal, Bast, em seu conto "A Árvore Reluzente". No início da leitura eu fiquei pensando aonde ele ia chegar, mas as trocas do Bast com os jovens foram muito divertidas. Ajudando ele consegue o que precisa. Fiquei pensando no final, mas quem não ficou?...(risos).

Connie Willis, também foi uma grata surpresa com "Em Cartaz", as recusas de Lindsay e em ir ao cinema com as amigas, foi bem típico daqueles momentos em que não estamos bem e ai decidimos já que não estou bem, vou impor condições e fazer elas valerem. A escrita é fácil de rápida, quando vemos estamos presos as páginas. Praticamente uma comédia romântica e inusitada.
Até poderia descrever um pouco os contos, mas eles já são curtos e posso acabar soltando um spoiler importante, então desejo que possa conhecê-los. Os que não mencionei, não são ruins, só não fazem meu estilo de leitura. Para deixá-los curiosos e não parecer que não dei, nenhuma informação sobre os contos, seguem as palavras chaves, na ordem dos autores que selecionei:

Órgãos Sexuais - Profissão - Golpe - Dúvida
Prostituição - Drogas - Perigo - Ação - Amor
Sábio - Inteligência - Troca - Ajuda
Sumiço - Reencontro - Conspiração - Irreal

Entre os dez contos, gostar realmente de quatro é um bom número. E esses escritores pretendo pesquisar e ler outras obras, afinal só o gostinho não me satisfez e quero saber do que eles são capazes em um livro inteiro. Como podem ver o conto do George Martin, não me conquistou. Tentarei ler o primeiro livro da Guerra dos Tronos, mas se for no estilo, confesso que será uma série que não pretendo ler.

Então se já leu a obra. Me diga, quais são seus contos preferidos?

Beijos Elis!!!

domingo, 4 de maio de 2014

Ela prefere as uvas verdes - Jader Pires [Contos]

Avaliação A Magia Real: 4,0 / 5,0

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Opiniões no Orelha de Livro

Título: Ela prefere as uvas verdes
Autor/a: Jader Pires
Editora: Empíreo
Páginas: 160

Jader Pires nos apresenta 13 histórias, cada uma com sua carga emocional, não há dúvida que fiquei apaixonada pela primeira intitulada "Filho do Carnaval", pois além de bela é triste, sendo ela que me fez querer conhecer o restante da obra.

O escritor tem uma escrita bem elaborada, de fácil entendimento e que prende o leitor, queremos sempre saber qual é o desfecho e o motivo do título. Há histórias que chocam tamanha a realidade, outras que complementam uma a outra, e os personagens nem tem ideia disso. E até aquela que nós faz admirar a quantidade de tempo que as pessoas podem passar juntas. Uma segue a linha do aqui se faz, aqui se paga. Como outra que nos deixam chocados como alguns homens tratam as mulheres ou jovens. 

O ser humano pode ser nobre e leal, mas também pode chegar ao nível mais baixo possível. Enquanto lia as histórias sentimentais sobre perda, amor, tristeza pensava em como o mundo de cada pessoa é único, só nós mesmos temos ciência do que somos capazes de aguentar e viver, ninguém sabe o que levamos na alma. Lendo os contos mais chocantes, eu tinha sentimentos de raiva por saber que existem pessoas assim, afinal quando temos uma vida estável, onde nada de mal é constante no dia a dia, parece que quando ouvimos notícias semelhantes ou lemos algo assim, se passa em outro mundo. É como se fosse um filme, uma ilusão, somente caímos na "vida real" quando acontece algo com alguém que conhecemos ou gostamos. Eu espero jamais passar por algo ruim.

Sei que o escritor quer nos apresentar a realidade nas mais diversas formas, que cada um tem a sua, mas ler e imaginar esses possíveis fatos, faz com que "nós", queiramos viver somente no nosso mundinho, onde a maldade não existe e temos um trabalho, uma família e um dia a dia que seria o sonho de muitas pessoas. Realista e enriquecedor conhecer contos que podem ser parte da vida de muitas pessoas nesse mundo.

Quando comecei a escrever essa análise, pensei no que eu poderia dizer, já que a leitura aflorou diversos sentimentos, acreditei que não conseguiria expressar o que eu desejava, mas chegando até aqui, penso que é isso que quero que saibam, lendo Jader Pires vocês se depararão com a realidade, tanto boa, quanto a ruim. E eu desejo que a de vocês leitores, sempre seja boa. 


Uma leitura que surpreende, choca e emociona o leitor. Agradeço a editora Empíreo por me permitir conhecer o escritor e lhes dou meus parabéns pelo conjunto da obra. Sucesso ao Jader e a equipe editorial que mostra dia a dia que pode agradar os mais diversos gostos.

Beijos Elis!!!!

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Entrevista: Greice Martinelli

Olá Leitores,

Bem hoje trago para vocês uma entrevista exclusiva....ta me senti o gás da coca agora....brincadeira...bem apresento a vocês Greice Martinelli a autora do conto Redenção, publicado na antologia Fiat Voluntas Tua no ano de 2009, organizado pela Mônica Sicuro e Rúbia Cunha.



Nascida em Caxias do Sul/RS, é Bacharel em Ciências Biológicas pela UCS e Mestre em Geociências/Paleontologia pela UFRGS e atua no funcionalismo público estadual. Apaixonada por literatura desde sempre, fez das palavras e personagens seus companheiros constantes. Foi colunista no Pipoca Combo, um site especializado em cinema, como Greice Narmolanya. Sua primeira publicação impressa de ficção foi na Antologia Fiat Voluntas Tua de 2009, com o conto Redenção.

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Apesar de conhecer a Greice a pouco tempo, posso dizer com toda certeza que ela é uma pessoa carismática e alto astral...confiram a entrevista que fiz:


1.  De onde veio à inspiração ou a ideia de criar esse conto, por que esses anjos?
A ideia dos anjos caídos sempre fez parte do meu imaginário e então, num dia quase como qualquer outro, surgiu o convite para escrever sobre o tema. Algumas horas depois já estava com o conto pronto.

2. Você acredita em anjo? Em céu e inferno? Por quê?
Com certeza acredito em anjos, mas não como os seres descritos na Bíblia ou na literatura e sim, como seres de luz que nos guiam e protegem. Espíritos tão puros que jamais poderiam ser afetados ou influenciados por sentimentos humanos. Mesmo sem poder vê-los, algo nos diz que estão lá, olhando por nós. Ah, o Céu e o Inferno! Não gosto muito desses rótulos. Prefiro acreditar que espíritos de luz ascendem a esferas mais elevadas e que, em sua sabedoria, amparam os que ainda trilham esse caminho de evolução.

3. Dizem que anjos não tem sexo, na literatura temos visto muita distinção de gênero entre eles: anjos amando humanos ou apaixonados; anjos rapazes e anjos moças. O que acha disso?
O interessante da literatura é que nos permite imaginar o inimaginável. Amo essa liberdade poética que ela nos proporciona. E por que não, transferir traços humanos, tão mortais e passageiros, para seres tão admirados e temidos desde os tempos antigos? Acho que é justamente o fascínio por esses seres e pela mitologia em torno deles, como servos obedientes e sem livre-arbítrio, tão distantes da condição humana, que nos faz romancear e até mesmo tiranizar suas histórias. O homem sempre buscou se aproximar dos deuses de uma forma ou de outra e a literatura parece ser um caminho agradável e sem riscos.

4. Como lhe disse seu conto tem material para elaborar um belo livro, mesmo tendo sido escrito em 2009, você pensou em dar uma continuidade à história?
Um conto nunca é simplesmente um conto. Uma história nunca termina com o ponto final. Sempre há algo mais a ser dito, embora muitas vezes seja necessário encerra-la. Redenção abriu novas portas para mim dentro da ficção e definitivamente continuam abertas, aguardando o momento certo para serem aproveitadas. Existem várias coisas que ainda gostaria de desenvolver sobre os personagens que aparecem nesse primeiro conto e nos seguintes, ainda não publicados, também. Talvez um dia ganhem um livro, mas só o tempo para dizer isso.

5. Sei que está escrevendo um livro de fantasia no momento, como é ser escritora atualmente? Você tem certas horas que dedica à escrita? Ou escreve quando surge a ideia num rascunho e depois elabora a história nas horas livres?Eu diria que sou escritora nas horas vagas e de cadernetas. Ando sempre com elas! Ali estão todos os rascunhos, esboços, estrutura e boa parte das falas que uso nos diálogos, que vão surgindo nos momentos menos esperados e depois tudo é transcrito e/ou readaptado no texto. Costumo escrever quando vem a inspiração ou quando sobra um tempinho e aí não consigo mais sair da frente do computador, ou após o que chamo de “inspiração noturna”. Essa última costuma gerar páginas e mais páginas de ideias na caderneta e depois preciso fazer uma triagem e transcrever o que for útil. Outras vezes as anotações ficam ali aguardando o momento certo.

6. Você já teve um bloqueio enquanto escreve?
Oh, sim! Várias vezes. E eles não são nada simpáticos. Às vezes duram dias, mas há quem diga que possam durar meses ou anos (Sai pra lá!).

7. Pode falar do tema do seu livro e algo para nos deixar curiosos?
Eu diria que a magia é mais real do que se pensa. Ela pode estar mais perto do que você imagina. E se alguém disser que é um fardo pesado demais para se carregar, como contrariá-lo?

8. Já tem planos de como irá lançá-lo? De forma independente ou vai correr atrás de alguma editora?
Quase todo escritor sonha em ter sua obra publicada (salvo algumas raras exceções), mas ainda tenho alguns capítulos pela frente antes de pensar nisso mais concretamente. De qualquer forma, buscar uma editora que se interesse pelo gênero e tema que escrevo é o ideal. Espero que dê certo quando chegar a hora.

9. Se sente ansiosa para ver seu livro impresso? Sente-o como um sonho que será realizado em breve?
Sim, muito. Já consigo até imaginar ele prontinho e isso dá ainda mais ânimo para continuar escrevendo. O caminho ainda é longo, mas muito mais próximo do fim do que quando comecei a sonhar com meus personagens e a interagir com eles. Espero em breve poder dizer que chegamos ao fim, ou melhor, a um novo começo. Quando outras pessoas terão oportunidade de conhecer os meus amigos imaginários e quem sabe, eles não se tornarão os seus também.

10. Como recebe críticas? Alguém lê seus capítulos e lhe dá opinião?
Críticas são importantes para a construção de um bom trabalho. Faz com que você perceba o ponto de vista de outras pessoas e onde você está errando ou acertando. Tenho um amigo que está acompanhando a evolução do livro e já fez várias críticas e questionamentos que contribuíram muito para o desenvolvimento da história. É fantástico poder ver como as pessoas interagem com o seu mundo e como elas interpretam o que você coloca no papel.

11. Os blogs têm dominado a internet. A cada minuto surgi uma página nova. Qual a importância deles no seu ponto de vista?
Bem, acho que os blogs têm um papel importante no meio literário, entre outros, não apenas pela divulgação das obras e autores, mas também porque permitem a interação entre os leitores e, ainda, destes com os escritores.

12. Como se sentiu respondendo essas perguntas?
Nervosa (huahuahuahua). Acho que as primeiras vezes são assim. Você busca alcançar as pessoas, mas não sabe se conseguirá tocá-las de alguma forma. Tenho essa ideia romântica de que o papel dos escritores é conseguir chegar até elas, interagindo através de suas histórias, e quem sabe, acrescentando alguma coisa as suas vidas. Imagino que no fundo é o que todos nós buscamos quando abrimos um livro. Algo que nos afete de alguma forma e nos faça sentir algo diferente.

Obrigada, gente! Foi muito legal poder compartilhar um pouquinho desse mundo fantástico que faz parte da minha vida com vocês. Espero que ainda nos “vejamos” por aí.

Abraços.
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Destaquei essa frase na última pergunta, pois creio que é assim que todos os escritores se sentem.

Gostaram da entrevista??? Querem conhecer a antologia???

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Eu agradeço a atenção, o carinho em conceder a entrevista.
E desejo que em breve, eu volte aqui para falar do lançamento e do livro que a Greice está trabalhando.

Beijokas Mágicas Elis!!!!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

#Conto - Gisékio e a Caneta Wicca

Oi Galera,

Hoje trouxe um conto do André Victtor, amigo e parceiro do blog. Boa Leitura...\o/


Existem certas histórias sobrenaturais que nós, escritores de ficção, jamais deveríamos escrever ou contar para alguém. Nós, que temos o dom da escrita, de certa forma fomos presenteados com uma “chave especial” e com ela podemos abrir um portal dimensional para o outro mundo, ao qual podemos ir e voltar, pois temos passe livre. Porém, durante a abertura desse portal, nas nossas idas e vindas, podemos sim, trazer acidentalmente algumas coisas estranhas. Contudo, somente alguns, que possuem o sistema sensorial mais evoluído, conseguem observar algumas evidências e decodificá-las.

Às vezes, com o poder da nossa imaginação, também podemos criar uma história e, misteriosamente, essa história ser vivenciada por um personagem real. Seja por motivo de amizade, admiração, amor ou, em alguns momentos, até mesmo de contrariedade. Em outras épocas isso talvez fosse considerado bruxaria ou magia negra. Mas, em tempos atuais, eu chamaria isso de mera coincidência. Afinal de contas, bruxas, vampiros, lobisomens e demônios não existem, não é mesmo?

Essa história, que vou contar agora, foi enviada para mim por uma pessoa anônima, que relatou ser um escritor, talvez, paranormal. Vou chamá-lo de Gisékio.

Gisékio tinha apenas 10 anos quando perdeu sua mãe. Foi um trauma muito grande em sua vida. Sua irmã, Rosalba, ainda bem moça, mas com inúmeros sonhos a realizar, viu tudo se desmanchar feito castelo de areia. Ela estava, agora, incumbida de cuidar da casa, do pai, Antunes e de Gisékio, o irmão caçula.

Rosalba, não aceitando aquele fardo pesado, começou a judiar do seu irmão. Negava a ele o direito de brincar, atribuía inúmeras tarefas domésticas para ele fazer e às vezes o espancava. Ela sempre dizia que estava no lugar da mãe e que a educação dele era sua responsabilidade, já que o pai trabalhava o dia todo para pôr o que comer dentro de casa.

Gisékio foi guardando muita mágoa de sua irmã. O garoto era muito inteligente e tinha certo dom para escrever. Porém, suas belas poesias, escritas nas folhas de um velho caderno, eram rasgadas e jogadas fora pela irmã, em seus “chiliques” de limpeza.

Certo dia, por perder a hora de se levantar para ir à escola, levou uma surra dolorida de Rosalba. Ela não parava mais de bater no garoto com um velho cinto de couro. Bateu tanto, mas tanto, que uma vizinha precisou interferir. Gisékio, todo ensanguentado, foi levado às pressas dali para a casa de dona Nenê. Lá chegando, o garoto recebeu todos os cuidados e implorou para que dona Nenê não contasse nada daquilo ao pai, pois sua situação poderia piorar no futuro. Imagina se sua irmã Rosalba resolvesse fugir de casa... com quem ele ficaria? E os estudos? Deixar a escola, para ele, era o mesmo que deixar de viver. Dona Nenê compreendeu as razões de seu pedido e resolveu se calar, mas lhe presenteou com um poderoso amuleto. Deu a ele uma caneta bem antiga, de pena, para que ele imaginasse e escrevesse outros destinos para as coisas, quando precisasse exteriorizar seus sentimentos de mágoa. Isso talvez pudesse lhe trazer um pouco de paz interior. Mas, ela o alertou:

– Tome cuidado com isso, Gisékio. Escreva somente coisas boas, pois é uma caneta mágica! Só não vou lhe dar a tinta, porque ela virá de seu interior... mas, isso você terá que descobrir sozinho...

Gisékio não entendeu muito bem, mas guardou aquela caneta dentro do seu colchão de palha. Ninguém sabia, mas dona Nenê era uma poderosa seguidora Wicca de uma crença politeísta. Digamos que era uma bruxa do bem, para não entrar em detalhes.

Pouco tempo depois, o garoto apanhou novamente de sua irmã e acabou sendo ferido no mesmo machucado anterior, que acabou sangrando novamente. Em seu quarto, muito chateado, Gisékio conseguiu coletar em um tubinho uma pequena quantidade de seu sangue amargurado e colocou-a no frasquinho de tinta. Para tentar se sentir melhor ou até mesmo se vingar da irmã, ele começou a escrever uma pequena estrofe, usando aquela “tinta” rubra da caneta que ele havia ganhado.

“ Rosalba, Rosalbinhaminha
irmã irada
seus cabelos vão cair
e todos vão dar risada ”

Gisékio, naquele momento de raiva, conseguiu mentalizar sua irmã sem cabelos e escreveu esse destino para ela. Naquela mesma noite, quando sua irmã saiu do chuveiro alguns gritos foram ouvidos. Conforme Rosalba enxugava sua cabeça, na toalha de banho iam ficando todos os seus fios de cabelo. Por motivos desconhecidos, naquela cabeça nunca mais nasceu cabelo. Todas as pessoas, ao se depararem com o novo visual de Rosalba, davam muitas risadas. Afinal de contas, ela era uma pessoa má e seus vizinhos sabiam disso.

Gisékio então compreendeu o verdadeiro poder daquela caneta mágica. Viu seu desejo, escrito com seu sangue amargurado se concretizar, no entanto, teve que pagar um alto preço por aquilo. Ao entrar na adolescência, do mesmo modo que os cabelos de sua irmã desapareceram subitamente, Gisékio também contraiu um feitiço misterioso. A sua barba crescia, diariamente, cinco vezes mais rápido que a de qualquer outro garoto normal. Ele procurou secretamente a dona Nenê, mas ela já havia se mudado de lá há alguns anos.

O tempo passou e Gisékio cresceu. Tornou-se um excelente escritor e pesquisador do sobrenatural. Conforme me disse em seu relato, aquela caneta ele guarda até hoje, pois, às vezes, é necessário mudar alguns destinos. Porém, tudo precisa ser muito bem analisado antes, pois tudo que aqui se faz aqui também se paga.

A magia existe, mas, facilmente, conseguimos manchá-la com a tinta do nosso egoísmo...

Então gostaram do conto??
Eu adorei e quero agradecer mais uma vez ao André, por me ceder um conto seu para divulgar por aqui...\o/...acessem a fonte no início do conto e leiam outras histórias...\o/.....Beijokas Elis!!!!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O Anestesista do Mal... - André Victtor

Conto retirado do blog do autor com a permissão do mesmo, fonte: ( http://historiasdoandrevicttor.blogspot.com/2011/09/o-anestesista-do-mal.html )

Algumas pessoas acreditam, outras acham que é apenas uma lenda, mas certamente existe um fundo de verdade em tudo isso. Para compreendermos a sua origem, será necessário mergulhar profundamente no passado, voltar para as Eras distantes, tão distantes ao ponto de chegarmos bem próximo do Jardim do Éden...

Caim, segundo a Bíblia, teria sido um dos primeiros homens nascidos de uma gravidez normal aqui na terra, ou seja, resultado das relações sexuais entre Adão e Eva. (Gênesis 4:1).
Diz ainda a Bíblia que Caim, após ser possuído pelo ciúme, resolveu armar uma emboscada para assassinar seu irmão Abel, sendo esse o primeiro homicídio da história da humanidade.
Depois que Caim matou Abel, ele partiu para a terra da fuga, conhecida por Nod ou Node, localizada ao leste do Éden, para onde levou a sua esposa, cujo nome não está mencionado na Bíblia.

Lá eles tiveram um filho, chamado Enoque. Caim começou a construir uma nova cidade e deu-lhe o nome do seu filho: a cidade de Enoque. O tempo passou, os descendentes de Caim foram homens que se distinguiram pelo desenvolvimento da pecuária, pelo domínio da música nos seus instrumentos musicais, pela arte da forja do cobre e do ferro, além de outros que ficaram conhecidos por praticarem a poligamia e a violência. (Gênesis 4:17-24).

A descendência de Caim terminou com a vinda do Dilúvio. Vale ainda lembrar que, para muitos, a concepção de Caim ainda é um grande enigma: Caim pode ter sido o resultado de um possível relacionamento sexual de Eva com a serpente, o demônio. Conforme consta no Livro dos Jubileus, no sétimo ano da sétima semana do décimo nono jubileu, Caim teria morrido quando a sua casa desabou sobre ele, matando-o por uma mesma pedra, tal qual havia assassinado o seu irmão Abel. Mas essa hipótese do referido texto apócrifo, para muitos é duvidosa.

Muito se especula sobre qual seria a marca de Caim, ou melhor, qual seria a sua assinatura pós-morte. O que encontramos em diversos textos é que essa marca tratar-se-ia de um fenômeno chamado Vampirismo. Caim talvez seja o primeiro vampiro na terra, carregando assim, um fardo perpétuo, um preço que ele terá que pagar por ter retirado a vida de seu irmão Abel. Na verdade, uma maldição eterna.

Agora que você conheceu o princípio e os fundamentos desta maldição, então irá tomar conhecimento de um caso real, onde ele me autorizou a contar isso, porém jamais revelar a sua verdadeira identidade.

Prefiro ainda que ninguém acredite nisso, que pensem que é apenas um conto literário. Porque somente assim, ele nunca irá me incomodar e continuará vivendo por séculos e séculos, atuando em várias profissões e se infiltrando até mesmo nas batas da Santa Igreja.
Luciel nasceu de sete meses, num hospital da rede pública localizado em um dos bairros da cidade de Belo Horizonte - MG, aqui no Brasil.

Infelizmente por ele ser prematuro e ficar internado por alguns meses, foi mais um dos recém-nascidos raptados naquele ano, nos diversos hospitais espalhados pelo país afora.
Luciel foi criado por um casal de médicos que mantinham um Laboratório de Análises Clínicas, trabalhando o tempo todo com fluídos humanos, praticamente exames de Sangue e Urina.
Foi condicionado desde pequeno a tomar pequenas doses de sangue misturadas ao leite, que com o passar do tempo, foi adquirindo resistência, necessidade e gosto pelos seus componentes vitais.
O garoto crescia fortemente igual aos demais de sua idade, enquanto era bem alimentado pelos seus pais. Mas quando faltava esse alimento, Luciel ficava desnutrido e muito descontrolado psicologicamente.

A orientação passada pelos seus pais em relação ao seu comportamento perante os outros, foi muito bem difundida durante todos os anos até que na sua idade pré-adulta, Luciel ficou órfão de Pai e Mãe, conseguindo terminar por sorte, a sua tão sonhada faculdade de medicina.
O casal de médicos foi assassinado por autores desconhecidos e os seus corpos foram encontrados carbonizados junto com uma espécie de lança de prata, cravada em seus tórax, misturados aos restos de escombros que sobraram daquele antigo laboratório totalmente incendiado.
O Dr. Luciel então precisou se virar sozinho, conseguiu trabalhar em vários hospitais da região de Belo Horizonte, sendo um ótimo Anestesista, que percorria várias estradas durante as madrugadas quando era chamado para as emergências ou ainda para cumprir os seus contratos de plantões de fim de semana em algumas unidades de saúde.

Mas em sua casa, algo ele sempre mantinha em sua geladeira. Eram várias bolsas de sangue e plasmas que ele estocava sob a temperatura ideal de 24ºc.
Aquilo era o seu alimento básico. Se por ventura faltasse, alguém teria que serví-lo, mesmo que fosse com a sua própria vida. Mas um acidente grave aconteceu nas redondezas e numa cirurgia de emergência, o Dr. Luciel foi chamado durante a madrugada.

E naquela semana a sua geladeira estava completamente vazia. Os hospitais em que ele trabalhava estavam sendo todos investigados pelo desfalque das bolsas de sangue.
O Dr. Luciel então chega naquele hospital super irritado. Colocou suas vestimentas e entrou no Centro-Cirúrgico. Toda a equipe médica estranhou o seu comportamento.
Ele começou a sedar aquele paciente na mesa cirúrgica, porém sua respiração foi ficando ofegante. Ninguém ousou em perguntar nada ao doutor. Simplesmente o respeitaram, pois aquela cirurgia era mais importante que tudo naquele momento.
Ao fazerem uma incisão, uma artéria foi cortada indevidamente e ao ver aquele sangue esguichando, o Dr. Luciel não conseguiu se controlar.

Suas presas apontaram imediatamente. Sua força mental conseguiu apagar todas as luzes daquele hospital. As portas magnéticas, os telefones e os elevadores também deixaram de funcionar. Uma pane geral aconteceu no sistema de alimentação, ocasionando um grave defeito na inicialização do gerador. Ali ninguém mais entrava e ninguém mais saía. Estavam todos incomunicáveis.
Dez minutos depois, tudo foi voltando ao normal e ninguém se lembrava de nada. O tempo praticamente parou ali dentro. O Dr. Luciel conseguiu controlar todas aquelas mentes humanas. O paciente havia falecido naquela cirurgia.

Naquele hospital pequeno, era o Dr. Luciel quem preenchia os atestados de óbitos e que naquele caso, ele descreveu o seguinte:
- Paciente vítima de acidente automobilístico.- Apresentou politraumatismos e não resistiu a cirugia.- Data e horas do óbito: 07/07/2007 às 03h37m.

E chegando em sua residência muito satisfeito, ele abriu sua maleta e dela retirou vários recipientes cheios de sangue fresco. E na geladeira ele os guardou novamente.
Foi dormir logo em seguida.

Mas naquela noite, um assaltante entrou em sua residência.
Após roubar os seus pertences que estavam em cima da mesa, não se conteve e entrou no quarto daquela casa, para tentar localizar o médico e talvez até mesmo lhe roubar a vida.

Mas ao entrar naquele quarto, ninguém estava lá. O assaltante então revirou todas as gavetas naquele guarda-roupas e ao aproximar-se da cama do Dr. Luciel, foi surpreendido por uma picada aferida em sua perna esquerda.

Ao olhar para o chão, o assaltante presenciou uma enorme serpente rajada, que imediatamente enrolou sobre o seu corpo chegando até o seu pescoço e lhe sugando completamente todo o seu sangue.

Luciel para caçar suas vítimas, conseguia até mesmo se transformar na sua forma mais original: A Serpente do Éden, ou melhor, no demônio rastejante que brindava a morte.
Ele desde pequeno foi alimentado com resíduos do verdadeiro sangue de Caím.

Suas vítimas não sentiam dor alguma, sabe por quê ?
Porque ele era um ótimo especialista em causar letargias. Ele era o Anestesista do Mal.
Talvez o símbolo da Medicina tenha alguma relação com tudo isso, mas prefiro mesmo não entrar nesses detalhes...

( texto aguardando revisão ortográfica )



O Mestre dos Contos Fantásticos

André, obrigado por me permitir postar mais esse conto por aqui...Beijokas Elis!!!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

A Lenda da Mensagem Eletrônica de 11 de Setembro...

Hoje teremos um conto cedido pelo autor:

André Victtor O Mestre dos Contos Fantásticos

Visite o Blog do Autor em:

http://www.historiasdoandrevicttor.blogspot.com

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Alguém já ouviu falar em deslocamento no espaço-tempo?

Pois aqui estou eu, trazendo o relato de um possível caso que consegui canalizar promovendo este processo, cujo os procedimentos e mecanismos exotéricos prefiro não revelar.

A única coisa que talvez posso adiantar é que todas essas palavras foram escritas verdadeiramente usando um computador portátil com data e hora de uma manhã de terça-feira, 11 de Setembro de 2001.

Naquela semana, Katarine queria muito comemorar o aniversário de 5 anos de sua filha Caroline, que estava sendo programado para a noite, mas infelizmente devido a falta de dinheiro, a festinha de sua filha teria que ser adiada mais uma vez.

Katarine estava endividada com seus cartões de crédito e ainda havia muitas contas atrasadas para pagar.

Peterson era seu marido e pai de Caroline, porém, devido a última briga do casal, ele estava morando sob favor na casa de sua mãe, ou melhor, numa pensão que ficava próxima da Rua Wall Street, em Manhattan NY.

Eram 07:45 da manhã quando Katarine entrou para trabalhar no escritório de sua empresa que ficava no 93º andar da torre Sul. Caroline ficava sempre com sua avó, a senhora Mary Anne.

Peterson estava desempregado há mais de 8 meses, talvez sendo isso os motivos de seu comportamento agressivo com sua esposa. Mas naquela semana, ou melhor, naquela terça-feira, ele havia sido contratado para trabalhar durante 90 dias sob fase de teste em um setor de vigilância de uma agência bancária que ficava situada no 65º andar da torre norte.

Naquela terça-feira de manhã, ele acabava de registrar a sua entrada no relógio de ponto daquela empresa.

Peterson assim que teve uma oportunidade, ligou de seu celular para a esposa e comunicou a ela que havia sido contratado e que fazia questão de fazer a festinha de Caroline, mesmo que precisasse pedir emprestado o dinheiro com sua mãe, pois como já estava trabalhando, teria como pagá-la tranquilamente no início do próximo mês.

Katarine aceitou a proposta, pois no fundo gostava muito do seu marido e talvez aquela fosse à oportunidade que faltava para que os dois voltassem a viver juntos novamente com sua filha Caroline, além é claro, de deixa-lá muito feliz naquela noite de seu aniversário.

No decorrer daquela manhã, algo pavoroso aconteceu exatamente às 8 horas e 46 minutos, quando um estrondo muito forte foi sentido na torre sul e uma imensa nuvem escura saía daquele edifício.

Katarine foi chamada várias vezes em seu celular pelo marido, mas ninguém atendia aquela ligação.

Lá fora, barulhos de sirenes começavam a ecoar pelas ruas e os bombeiros começavam a chegar.

Dezessete minutos depois, ou seja, às 9 horas e 3 minutos, um outro estrondo foi sentido na torre norte e uma enorme explosão aconteceu.

O tempo passou muito rápido mediante aquela confusão, até que exatamente às 9 horas e 59 minutos, a primeira torre sul desabou completamente.

Peterson conseguiu acalmar-se e retirar muitas pessoas apavoradas que tentavam descer pelas escadarias do prédio, mas acabavam caindo e ficando pelo caminho.

Ele subiu as escadas por várias vezes até que um som ensurdecedor começou a ser ouvido às 10 horas e 28 minutos.

O prédio começou a vibrar intensamente podendo ser sentido até mesmo nos corrimãos das escadarias.

Gritos de horror pareciam que vinham descendo pelos corredores e escadarias do prédio, trazidos pela forte corrente de vento e pressão vinda dos andares de cima, que estavam sendo desmanchados em sequencia de cima para baixo.

Era o horripilante barulho da morte que vinha descendo rapidamente, misturado aos gases, água de tubulações, fios elétricos, mobílias de escritório, equipamentos, papéis, vidros e muito concreto pesado embolado nas enormes quantidades de ferragens retorcidas.

Tudo ficou confuso de repente e um silêncio imperava naquela escuridão.

Na casa de Caroline, enquanto sua avó assistia aquela tragédia na televisão, pensando o que talvez poderia ter acontecido à sua filha Katarine e ao seu genro Peterson, a pequena menina Caroline pediu permissão à avó para usar o computador, pois ela já estava acostumada a brincar com alguns joguinhos on-line na internet.

A avó concordou imediatamente, pois assim a neta ficaria distante da televisão.

Mas aquele foi um longo dia... O dia em que o mundo inteiro parou para direcionar seus olhares nas TVs... Aquela tragédia mudaria o nosso mundo para sempre...

Caroline mal sabia que aquela noite, seria a noite mais marcante de sua vida. O seu aniversário iria ser adiado mais uma vez e os seus pais jamais voltariam para ela.

A pobre menina ficou sob tutela da avó materna, que para contornar algumas dívidas, precisou vender o computador da neta.

Misteriosamente, todos os futuros compradores que adquiriram aquele computador usado dos donos anteriores, comentaram entre si que ao formatar a máquina, uma mensagem fantasma aparecia somente uma única vez sempre após a abertura inicial do windows.

A mensagem dizia assim:

"Feliz Aniversário Caroline! Não se preocupe, pois estamos muito bem... (seus pais, Katarine e Peterson)."

E logo abaixo vinha o seguinte: "World Trade Center, 11 de Setembro de 2001."

Com muito custo, Caroline foi localizada e seu computador foi lhe entregue novamente.

A menina passou por várias sessões com psicólogos, pois vivia dizendo que enxergava seus pais na tela do computador.

Mas infelizmente hoje, ao completar o seu aniversário de 15 anos, Caroline muito deprimida se cortou em seu quarto após esmurrar a tela do seu computador, vindo a falecer de hemorragia por não procurar ajuda a tempo.

Perdendo sua vida e manchando a tela do seu computador com o seu sangue adolescente, justamente naquela hora daquela mesma data em que a última torre desabou, ela acabou também criando uma conexão com o sobrenatural, onde talvez aqui, nascerá agora uma lenda que ficará viva para sempre na internet.

E essa lenda diz o seguinte:

* Se você tomou conhecimento do caso de Caroline, deverá fazer sempre 1 minuto de silêncio nos dias 11 de Setembro de cada ano que virá. Isso em sua homenagem e também em homenagem aos mortos do World Trade Center. Caso contrário, uma mensagem fantasma poderá aparecer para você em sua tela.*

Caroline era uma menina loira, que sempre usava jeans e tênis All Star. Adorava ficar escrevendo no computador e depois brincava com as fontes Wingdings do Windows, transformando todos os seus textos em desenhos ou símbolos.

Para quem não sabe “Q33” era o quarteirão onde se localizavam as Torres Gêmeas do World Trade Center e "NYC" são as siglas da cidade de Nova Iorque (New York City).

Aos que não acreditam no relato acima, ou melhor, na lenda da mensagem eletrônica de Caroline, ela deixou uma pista:

Basta apenas você abrir o programa Word (sonoramente parecido com "UORD" de World Trade Center) e digitar os caracteres: Q33 NYC

Em seguida aumentar o tamanho das letras para 72, selecionar esses caracteres e modificá-los para a fonte Wingdings.

Você ficará surpreso com a curiosa formação simbólica que verá!

A mensagem subliminar dos símbolos acima significa:

"O ataque aéreo às torres gêmeas causando mortes originadas pelo oriente médio está confirmado!"


* Conto Sobrenatural

* Lenda criada por André Victtor
em fase de registro no EDA/RJ.

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Espero que apreciem o conto tanto quando eu apreciei. Então o que acharam????

Beijokas Elis!!!!