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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

#Leviatã: A Missão Secreta – Scott Westerfeld

Olá Galera,

Hoje a Nathalia, colunista do blog, com a análise de Leviatã, confiram:

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Título: Leviatã: A Missão Secreta
Volume: 1
Trilogia: Leviatã
Autor/a: Scott Westerfeld
Editora: Galera Record
Páginas: 368

Sei que algumas resenhas atrás eu havia prometido não começar nenhuma série ou trilogia nova, até que eu terminasse as muitas já iniciadas, mas, não consegui resistir e, para me incentivar a terminar a série Feios, eu resolvi começar outra leitura de Scott Westerfeld, simplesmente porque ele é sensacional e em momento nenhum senti a leitura enfadonha só por já ter lido livros dele. Pelo contrário, se me entregassem o livro sem o nome do autor, nunca adivinharia ser o mesmo.

O livro pertence ao mais novo gênero literário, steampunk, ou seja, ele narra fatos do passado, com tecnologia atual ou até mesmo futurística. Assim, seremos introduzidos em uma Europa prestes a enfrentar sua Primeira Grande Guerra. Os países estão divididos em: mekanistas e darwnistas. Mekanistas são aqueles que possuem armas de ferro ao seu lado, como andadores (robôs gigantes com as mais variadas armas), aviões com alta tecnologia, etc. Já os darwnistas são donos de uma engenharia genética super avançada capaz de criar e recriar monstros que batalharam por eles (o craken é um deles na água e os morcegos dardos, no ar).

Nesse universo vamos encontrar com Alek, um “meio” príncipe. Ele é filho do rei com uma pebleia e, por não ter um sangue totalmente azul, aos nobres do governo não reconhecem-no. Para que não aconteça o pior, o rei assina um documento que garante a todos que Alek não poderá assumir o trono do Império Austro-Hungaro. Porém, não querendo que seu filho fique desprovido de qualquer cuidado, ele consegue fazer outro documento. Reunindo assinaturas das demais cortes internacionais (inclusive o Papa), garante o trono a seu único herdeiro, desde que, o rei esteja morto. E com isso, numa bela noite, Vossa Majestade e sua rainha são assassinados. Tendo os nobres, conhecimento do documento que comprometeria seus planos, tentam matar o príncipe, que é obrigado a lutar para chegar vivo à Suíça, um país neutro na guerra.
“- Crie coragem diante desta indelicadeza, Alek. Isso prova que você ainda é uma ameaça ao trono.” (Pág. 46)

Enquanto isso, na terra da Rainha (Reino Unido) uma menina chamada Deryn, cujo o sonho é entrar para a Força Aérea e se tornar uma pilota de renome, vê seus sonhos frustrados, já que essa tarefa era restrita apenas a meninos de 16 anos. Não querendo que esse detalhe a impedisse de voar, ela prontamente se disfarça de Dylan, um garoto, passando a agir como tal gênero sexual exige.

Dylan vai ao teste para se juntar aos recrutas da aeronáutica e logo de cara os comandantes veem “nele” um talento que precisa ser apenas lapidado. Desde modo, lá vai Deryn em sua primeira missão: levar a Dra. Nora Browns até o Império Otomano como diplomata, carregando consigo uma caixa, cujo conteúdo é desconhecido. Quem dera ela tivesse que fazer isso, na verdade “Dylan” tem como objetivo manter os animais alimentados, enquanto seus superiores cuidam da missão.

Nessa empreitada, a nave em que Deryn e os tribulantes estão, são atacados por aviões alemães (Mekanistas), sofrendo sérios danos e forçando-os a uma aterrissagem de risco em um vale congelado, situado na Suíça. Agora, com os dois protagonistas a alguns quilômetros de distancia, o inevitável acontece.

Nosso príncipe plebeu, vendo o acidente com aquela “nave profana”, em suas palavras, é tomado por um sentimento de empatia e, tendo suprimento capas de alimentar um exército por um ano, decide fazer uma pequena doação para alguns homens da rainha. Chegando no local do acidente, se passando por um plebeu e salvando “Dylan” de morrer congelada, ele é detido por tropas inglesas para se explicar.Nesse ocorrido, as duas personagens iniciaram um laço forte de amizade , que no caso de Deryn será um pouco mais forte do que isso.

Fica então a dica de um livro incrível, representante de um genero que não se ouve falar muito, mas que está repleto de aventuras, romances e muitas risadas. Vale lembrar que a edição vem acompanhada de vários desenhos de modo que nos ajudam a imaginar as engenhocas descritas pelo autor.

Espero que tenham gostado dessa obra tão encantadora, até a próxima resenha ;)

segunda-feira, 20 de julho de 2015

#Perfeitos – Scott Westerfeld (vol. 2)

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Título: Perfeitos
Volume:

Série: Feios
Autor/a: Scott Westerfeld
Editora: Galera
Páginas: 382



ATENÇÃO CONTÉM SPOILER DO PRIMEIRO VOLUME!!!!

   Para quem leu a resenha de Feios (primeiro volume da série) sabe que minha parte preferida foi o final e, como eu já esperava o segundo volume não deixou a desejar em nada. Simplesmente cheio de emoção e adrenalina do começo ao fim (e que final, o autor não tem um pingo de dó de nós rsrs, sempre fechando em grande estilo).

   Bom, vamos à trama. Tally torna-se perfeita como fora previsto para quem acompanhou Feios. Portanto, agora ela mora em Nova Perfeição, mas isso ainda não é o bastante. Nossa protagonista tem que ser aceita em algum grupo. Mas qual? Os Esquentados que sempre arrumam confusão? Ou pior não conseguir ser aceita e passar a ser uma excluída? Não senhoras(es), ela tem muitas aventuras para ficar sozinha. E é todos os desafios na Fumaça, sua fuga forçada de Vila Feia e a suposta traição com os esfumaçados que irão render a “vesguinha” um passaporte para a turma mais top, os Crims. Eles são “quebradores de regras”, mas nada que a Circunstâncias Especiais não saiba e deixe passar (afinal ela precisa recrutar novos agentes).

   Com o apoio de Shay e Paris, seus melhores amigos, Tally consegue ser aceita no grupo e, não demora muito para que ela tenha uma GRANDE atração por Zane, o líder da turma. Sei que agora vocês irão se perguntar: “Mas e David?”, não se esqueçam que os cirurgiões modificam o cérebro dos novos perfeitos para que eles fiquem mais dóceis (como verdadeiros cães adestrados). Por isso, Tally tem apenas uma lembrança nebulosa da fumaça e não se lembra da relação que tivera com David. Isso é bem triste, mas, confesso que gostei mais do atual.

   Estão todos imersos em seu mudo fútil de festas e bebidas quando A Cura chega para Tally, de um modo bem borbulhante devo dizer.

“A boa notícia é que existe uma cura. Foi por isso que David foi buscar você: para lhe dar as pílulas capazes de consertar seu cérebro. (Espero que se lembre de David).” (pág.96)

   Mas, como Tally não era mais Tally e como não estava mais sozinha (tinha Zane e, consequentemente, todos os Crims), possuindo dois comprimidos a sua frente... Por que não dividir com seu grande amor? Afinal se algo de ruim acontecesse (como ter seus neurônios virando gelatina), aconteceria com os dois. Assim, ambos têm a chance de se tornarem “borbulhantes” (condição em que eles deixam de se portarem como animais domesticados e podem pensar por si mesmo).

   Junto com a cura, vêm todas as lembranças do passado para que Tally se recorde da Dra. Cable e da grande mentira em que vivia, não só ela, mas todos os perfeitos e feios que sonhavam em atravessar o rio, definitivamente, aos 16 anos. Tendo isso em sua antiga e mais nova mente ela e Zane bolam um plano bem frio e alcoólico para mandar uma mensagem: “Recebemos a cura e vamos sair daqui com o maior número de perfeitos borbulhante possível”.

“A cura funciona. A Nova Fumaça podia contar com aliados dentro da cidade. O céu estava caindo.” (pág.122)

   Devo dizer: que plano genial. Pura adrenalina, ao ler essa parte do livro (mas não apenas essa), me senti na cena acompanhando tudo de camarote.

   A partir daí é pensar na fuga de Nova Perfeição, enganar a segurança da cidade, encontrar os esfumaçados que estão escondidos em algum lugar desconhecido e, principalmente, manter os Crims, que não tiveram a oportunidade de tomar a pílula, borbulhantes o bastante para não voltarem atrás ou, pior, dar com a língua nos dentes. Agora para encontrar o que uma vez fora a Grande Fumaça eles teriam que, separadamente, embrenhar-se por matas desconhecidas e quedas d’água... Ah sim, e fugirem de seres sinistros que viviam por aquelas bandas.

“Aquela aldeia, contudo, era outra história, mais próxima dos mitológicos Pré-Enferrujados que tinham vivido antes da era da tecnologia.” (pág. 283)

   Digo que o livro é brilhante. O autor pesquisou por conhecimentos físicos, químicos e biológicos para montar cada cena borbulhante. E, quando as personagens estavam encurraladas ele, genialmente, criava uma saída que nuca passaria por minha cabeça.

   Enfim, tudo isso para dizer que o livro atendeu todas as minhas expectativas e mais um pouco. Estou ansiosa para o próximo volume e também triste por que faltam apenas mais dois livros (sentimento que experimentamos quando a coisa é realmente boa).

   O senhor Westerfeld continua com suas alfinetadas a respeito da atual sociedade, por exemplo, ele intitula- nos, da atualidade, de enferrujados enquanto eles são os tecnológicos. Sua escrita está mais dinâmica e a evolução das personagens é bem marcante. É notória sua evolução com o decorrer da obra.

   Para encerrar, não poderia deixar de ressaltar dois pontos que não me agradaram. Mas não é nada com a história e sim com a edição. Encontrei palavras pela metade e impressões mais escuras que outras. Porém, a leitura estava tão boa que relevei. Contudo, não achei justo esconder isso de vocês, afinal, se estiverem com o intuito de ler a série, já sabem no que ficar de olho, certo?



Novamente, e porque não poderia ser diferente, minha parte preferida foi a última frase do livro. Outro grande final.

Espero que apreciem a leitura tanto quanto eu... Vemos-nos na próxima resenha.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

#Feios – Scott Westerfeld (vol. 1)

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Título: Feios
Volume: 1
Série: Feios
Autor/a: Scott Westerfeld
Editora: Galera Record
Páginas: 415

Pausa para uma máxima:” este livro provou-me que, afinal, minha filosofia de leitura não estava equivocada.” É claro que, para que meus amados leitores entenderem o que fora acabado de ser lido terei de explicar qual é a “minha filosofia de leitura”. Simples... “Todo livro merece ser lido até o último ponto final, porque pode ser que eu retire algo de bom nas últimas palavras.”

Vamos ao livro então...

Seremos inseridos a um universo futurístico, onde todos aqueles que completavam 16 anos deveriam ser submetidos a uma cirurgia para passarem de “feios” à “perfeitos”. Entende-se como “feio” pessoas que nasceram com diferenças herdadas de seus pais (a coisa mais natural para nós, hoje).
“Havia um tipo de beleza, um encanto que todos viam. Olhos grandes e lábios grossos, como crianças; pele sedosa e brilhante; traços simétricos; e milhares de outras pistas. (...) Ninguém poderia evitar notá-los, qualquer que fosse a sua criança” (pg. 20)

Tally Youngblood, a feia protagonista, sonhava em um dia poder rever seu melhor amigo Paris, que acabara de se tornar um perfeito e mudara para Nova Perfeição (lugar onde os “novos perfeitos” moravam, ou seja, aqueles que acabaram de passar pela “plástica geral”), deixando uma Tally sozinha e infeliz numa espécie de internato em Vila Feia (a cidade onde os feios deveriam ficar, dá para perceber um vestígios de apartheid. Vou me calar. Minha intenção é deixar essas “alfinetadas” do autor para o final).

Tally sozinha mais Shay sozinha, duas gurias que adoram se meter em encrenca, resulta em uma amizade forte e cheia de maluquices. Assim como a feia protagonista, Shay estava sem amigos, já que uns haviam se submetidos à cirurgia e outros simplesmente sumiram (oh, que super normal, sqn. Segurem-se um pouco já chego nessa parte). Ambas fazem aniversário no mesmo dia, então a possibilidade de serem separadas era nula... É não foi bem isso que aconteceu....

E meus amigos essa parte é muito tediosa. O autor vai passar um pouco menos da metade do livro falando sobre as travessuras das duas (algumas são bem infantis). Shay ensina alguns truques para sua nova amiga: como andar de prancha voadora, ler e escrever (sim eles não liam e nem escreviam, pois todos os comandos eram falados aos computadores).
“Ela curvou os pés e agitou os braços na tentativa de se manter sobre a prancha. O pé direito deslizou até a beirada – podia ver sua silhueta contra as árvores.” (pg. 38)

Porém, nas próximas páginas que seguem esses aprendizados todos, acontece finalmente o estopim da história propriamente dita e deixe-me falar uma coisa, o livro vale a partir daqui, valeu a pena passar por momentos torturantes de mesmice só para alcançar vários episódios de pura adrenalina. Shay some, assim como seus amigos haviam feito ela também faz. Foge para um mundo sem perfeição, paredes inteligentes, computadores que sabem aonde você está, o que está fazendo, Vila feia ou Nova Perfeição. Lá todos vivem do que a natureza pode oferecer, costuram suas próprias roupas, comem o que pode ser plantado e protegem sua “cidade” com a vida se for preciso. Eles são os esfumaçados, algo muito próximo dos pré-enferrujados (ou seja, nós do mundo atual que precisamos de petróleo para quase tudo).

Tudo bem, vocês podem pensar, e o que isso tem haver com Tally e essa coisa de perfeitos e feios? Ora, não sejamos tão inocentes, num mundo onde todos são iguais e, aqueles que não o são almejam ser aos 16 anos, pessoas que não querem se submeter a essa regra são uma ameaça e como tal devem ser eliminados. Junte isso com alguém que sonhou a vida inteira em estar do outro lado do rio (as duas cidades eram separadas por um grande rio) e que estaria pronta para fazer o que for preciso para isso e mais uma cúpula que não vê a hora de destruir todos esses esfumaçados e tudo que eles chegaram a construir. O resultado seria:
“- Minha promessa, Tally, foi de que você não se tornaria perfeita enquanto não nos ajudasse até onde pudesse. E eu acredito sinceramente que isso está dentro de suas possibilidades.” (pg. 132)

Agora nossa queridinha feia só tem duas saídas: trair não só sua melhor amiga, mas também todos que pertencem a um estilo de vida paralelo e se tornar perfeita, ou, ficar feia para o resto da vida.

Essa é a trama superficial mas, como todo bom livro, a verdadeira história está um pouco mais a fundo. O Sr. Westerfeld faz duras críticas ao culto excessivo do corpo, a idolatria da beleza, a como as relações entre ser humano e natureza estão desequilibradas e sobretudo a nossa ignorância de tentar controlar algo que nasceu para ter sua própria maneira de pensar.

Uma leitura que vale a pena não pelo começo, mas pelo meio e fim. Já estou terminando o segundo volume dessa série (quatro livros no total) e posso lhes garantir que a diferença é gritante, não vejo a hora de estar com essa resenha prontinha para vocês.

Não vou colocar meu trecho favorito por que seria um big de um spoiler, então para você que tem o livro fica a indicação de reler a página 415, última frase (final em grande estilo vamos combinar rsrs).

Espero que tenham gostado de mais essa resenha... Até a próxima ;)