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terça-feira, 10 de maio de 2016

#A Abadia de Northanger – Jane Austen

Olá Pessoal,

Gente que frio, quem estiver em lugares mais quentes, mande uns graus para o SUL do país. Hoje vamos conferir a resenha/análise da colunista Nathalia.

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Título: A Abadia de Northanger
Autor/a: Jane Austen
Editora: Martin Claret
Páginas: 304

Em muitas resenhas e vídeos que vi falando sobre o livro, a opinião majoritária era de que essa obra era uma das mais fracas de Austen, argumento que descordo brutalmente. A meu ver, o livro é carinhosamente uma obra cebola e já, já vocês entenderam o porquê.

Antes de começar, gostaria de registrar que esse foi um dos começos mais incríveis que já li:

“Ninguém que tenha visto Catharine Morland quando criança teria imaginado que ela nascera para ser heroína.” (Pág. 11)

Catharine Morland é a quarta filha de dez, é retratada como uma jovem que não dava para literatura (lia apenas alguns poemas, memorizava algumas citações, mas não refletia sobre elas, até encontrar- se com romances góticos, onde desponta como leitora), nem para costura e na pintura… Não sai nem bonequinho de palito. Ela é bonita, mas como toda jovem entre os 16 e 17 anos. Enfim, nossa heroína não é nenhum estereótipo ideal.

“Mas quando uma jovem tem de ser heroína, nem a perversidade de quarenta famílias ao redor podem impedi-la. Algo deve e vai acontecer que lançará um herói um seu caminho.” (Pág. 16)

Um certo dia, os vizinhos dos Morland, sr. e sra. Allen, não tendo filhos, convidam Catherine para passar uma temporada com eles em Batch. Ela prontamente aceita o convite e parte para integrar a alta sociedade daquela cidade. Lá, a sra. Morland conhece seus novos amigos: Isabella Thorpe (a amiga falsa que está interessada no irmão de Catherine), John Thorpe (irmão de Isabella que corteja nossa heroína pelo dote dela), Eleonor Tilney (a jovem tímida que se mostrará a verdadeira amiga de Cath) e Henry Tilney (a grande paixão da protagonista).

Depois de algum tempo na cidade e de passar por vários momentos desagradáveis ao lado dos Thorpe, a heroína é inserida num novo cenário, a Abadia de Northanger, moradia dos Tilney. Como uma boa leitora de romances góticos e passando a viver naquela casa sinistra, sua imaginação começa a fantasiar histórias macabras sobre o lugar e sobre as pessoas que lá vivem.

Explicado o enredo, vamos as camadas. Como todo romance de Jane Austen, existe uma crítica à sociedade, nesse, da de Bach, caracterizando-a como frívola, falsa, fútil e machista.

“Quando as pessoas querem ser simpáticas, devem sempre parecer ignorantes. Vir com a mente bem informada é vir com uma incapacidade de lidar com a variedade dos outros, o que uma pessoa sensata sempre prefere evitar. Sobretudo a mulher, quando tem a desgraça de conhecer alguma coisa, deve escondê-lo o máximo possível.” (Pág. 134)

Outra crítica que Jane faz é sobre a leitura de romances góticos, personificando-a em Catharine Morland:
- Catharine numa curiosidade infinita para conhecer a Abadia (na mente dela um castelo mal assombrado) revela a forma como esse tipo de romance meche com os sentimentos e a razão das pessoas;

- Catherine fantasiando histórias fundadas apenas no que lia e acreditando fielmente nelas (seria a fantasia indo para a realidade).

- Por último, nossa heroína frustrada a cada descoberta de que sua imaginação não fazia mais do que pregar uma peça nela (a conclusão da autora de que aquelas histórias não passavam de mera obra da criatividade de moças desocupadas).

Outro ponto muito pouco abordado é que, trazendo várias situações desagradáveis pela qual a srta. Morland passa e a maneira muito bem-educada com que ela se porta, a presente obra pode ser categorizada como um romance de aprendizagem (lições para as mocinhas da época).

O livro foi escrito em torno de 1789 e 1788 e publicado somente após a morte de Jane, em 1817. É um ótimo passa tempo e também traz muitos pontos para a reflexão do leitor, por isso, é altamente recomendado pela minha pessoa rsrsr. O único ponto, porém, que me desagradou foi a personalidade muitas vezes infantil da protagonista. Ao contrário de outros romances de Jane Austen, como Orgulho e Preconceito, Persuasão, dentre outros, aqui não vamos encontrar nenhuma personagem com personalidade marcante e forte.

“A partida do general deu a Catherine a primeira convicção experimental de que uma perda pode às vezes ser um ganho.” (Pág. 263)

Anotei vários romances que o livro aborda e estou muito ansiosa para poder lê-los. 

Espero que tenham gostado e até a próxima ;)

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

#Persuasão – Jane Austen

Oi galera,
Hoje a Nathalia, colunista do blog trouxe a resenha do livro Persuasão, vamos conferir:

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Título: Persuasão
Autor/a: Jane Austen
Editora: Martin Claret
Páginas: 162

Na minha mini biografia que sempre aparece ao término de uma resenha, menciono a autora Jane Austen como uma das minhas preferidas. Então, como vocês já devem estar imaginando, já li Persuasão, mas num passado remoto, estava com meus 13 ou 14 anos e não me lembrava (ou melhor, pensava que não lembrava) muito da história, porém, para minha surpresa, descobri que foram raros os pontos que havia perdido com o passar dos anos. E qual foi o meu espanto quando descobri que não, Orgulho e Preconceito não é meu livro preferido da autora (não desmerecendo a história que também aprecio muito), mas sim a presente obra. Ouso dizer que será muito difícil (para não dizer impossível) encontrar uma personagem com 100% de compatibilidade como eu e Anne Elliot.

A família Elliot é conhecida por sua grande arrogância e narcisismo. Sir Walter Elliot, o patriarca da casa, e um esbanjador, não mede recursos para mostrar seu poderio econômico e louvar sua beleza (ele possui tantos espelhos quanto às paredes de sua mansão aguentam)
“Quando lady Elliot estava viva, havia método, moderação e economia, o que o manteve dentro dos limites de suas rendas; mas com ela morrera toda essa sensatez, e a partir de então ele passou a estourar regularmente o orçamento.” (pág. 475)

Com todo esse desperdício os Elliot vão ser obrigados a baixar um pouco o padrão de vida e passar a ter um luxo modesto. Assim, eles deixam a tão respeitada propriedade de Kellynch Hall onde moravam e se mudam para Bath, passando a viver numa casa de campo, permitindo um bom conforto por um preço muito menor. Tal acontecimento é visto com amarga tristeza por Anne, a filha do meio de Sir Elliot. Ela amaria passar toda sua vida no lugar onde sua mãe esbanjava elegância e temperança. Tentando adiar sua ida ao novo lar, ela vai passar uma temporada (alguns meses) com sua irmã mais nova Mary, casada com Charles Musgrove e mãe de dois meninos bem imperativos.

Nesse passeio até Uppercros (lugar onde Mary mora), Anne reencontra seu antigo amor, antes um rapaz formoso mais sem grandes recursos financeiros, agora, além de mais belo ainda, é dono de uma fortuna significante até para os olhos dos Elliot. Mas, Anne sabia que, por dado ouvido a razão no passado e recusado o Capitão Wentworth como esposo, ele agora só alimentaria raiva e desprezo pela pessoa, da doce Anne Elliot.

O livro é pequeno então não vou me estender e quebrar toda a magia desse romance. Mas cabe aqui minha humilde opinião que faz jus ao “tamanho não é documento”. Embora com poucas páginas, a senhorita Austen consegue nos prender através das revoltas amorosas de Anne com o capitão Wentworth (e outros senhores, diga-se de passagem), além de que, como esperado, a autora cutuca alguns tabus da época.
“(...). Aquilo era um caso para mulheres, e seria completamente absurdo que ele, sem nenhum préstimo em casa, tivesse de permanecer trancado ali.” (pág. 502)

É isso queridos leitores, espero que tenham gostado e até a próxima!!!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Orgulho e Preconceito - Jane Austen

Nossa esse livro é incrível, começa muito formal e continua assim até o fim, o que é obvio....rsrs....porém na quinta página, já se esta totalmente familiarizado com as palavras, e a leitura fica ricamente agradável.Você não consegue mais parar de ler, cada acontecimento entre os personagens lhe faz viver a história.Achei maravilhoso o amor de Lizzi e Darcy, e tudo que ele fez para ficar com ela. Qualquer mulher que fosse amada como Lizzi, seria uma felizarda.O livro também mostra o quanto as pessoas podem influenciar em nossas vidas e o quanto podemos nos enganar com pessoas incrivelmente cativantes.Sinceramente esse livro é um clássico romantico, que deve ser lido com o maior respeito, pois é uma obra magnífica. Minha nota pra ele é 10.P.S: Hoje descobri que passarei a ser fã de Jane Austen. E quero lhe dar os Parabéns por essa obra de literatura.Bjus Elis!!!!!!!!