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segunda-feira, 24 de março de 2014

O Lado Bom da Vida - Matthew Quick

Avaliação A Magia Real: 3,0 / 5,0

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Título: O Labo Bom da Vida
Autor: Matthew Quick
Editora: Intrínseca
Páginas: 256

Muitas pessoas me indicaram essa leitura, até ganhei esse livro de amigo oculto o que me deixou muito feliz. Porém creio que essa leitura tem seus pontos a favor e contra. Não gostei totalmente, mas também não demorei para ler. Creio que me tornei uma leitora muito crítica, mas se essa é uma fase não posso fazer nada a não ser passar por ela. É até engraçado, pois o personagem do livro também está passando por uma fase difícil.

Sei que todos temos algum problema, uns de saúde outros não, a história quer nos mostrar que devemos aprender a lidar com os problemas que surgem de uma maneira ou de outra. O caso é que Pat foi internado numa clinica que ele chama de lugar ruim, ao acordar está com falta de memória devido a uma pancada que recebeu e não tem ideia de quanto tempo se passou. Um dia sua mãe chega e pergunta se ele quer voltar pra casa, ele se surpreende e agarra a oportunidade com todas as forças, afinal ele decide que para acabar os tempo separados entre ele e Nikki sua mulher, ele precisa melhorar e mostrar o melhor de si.

Gostei do efeito que isso teve na vida dele, mesmo ele tento esse problema ele consegui atravessar, ele pensava muito em agir de um mode melhor e não ter razão, ele tinha um método de se acalmar que eu admirei, pois eu não conseguiria usar. Claro que a repetição sobre a Nikki e o tempo separados em estressou um pouco, eu já havia entendido, mas como o autor quis mostrar que ele tinha problemas e por isso ele batia nessa tecla, acredito que treinamos a paciência e vemos a sua reintegração a sociedade.

Não gostei do pai de Pat, mas sei que existem muitos que nem ele por aí, o que posso dizer é que eles deviam valorizar mais a própria família, a vida é tão curta para deixar de aproveitá-la. Jake seu irmão tem um papel importante, sua mãe e seus amigos também, cada personagem tem algo a nos mostrar.

E como bem disse sua amiga Tiffany, ele parecia ter voltado a infância. Sei que não é fácil passar por momentos assim ou ver pessoas que amamos nesse estado, qualquer doença deixa a família desestabilizada um tempo, eu tenho epilepsia uma doença quem tem ligação com os nervos e noto que no início as pessoas me tratavam diferente, até minha família, pois é realmente assustador para quem está de fora. Não tinha percebido isso, mas quando temos problemas que não temos o controle total, começamos a pensar rapidamente como o Pat faz, agimos por impulso, explodimos cada um a sua maneira e depois voltamos a normalidade do modo mais humilde possível, pois o medo de qualquer pessoa que tem uma consciência é ser preso em uma clinica. Eu passei quatro dias por isso e é terrível, nem conseguiria reviver tudo que vivi, incrível como as pessoas tem uma visão deturpada de quem está internado. Quando o que nós só precisamos é de apoio familiar e de alguém que nos compreenda. Porém como isso choca qualquer família, penso que eles não sabem como agir e por isso acabamos em lugares assim, porque eles acreditam ser o melhor. Claro que há casos e casos, mas a conversa realmente seria o melhor meio de ajuda, a questão é que nem toda clinica tem a atenção que seus pacientes merecem por diversos motivos.

Voltando a leitura, Pat me fez pensar em muitas coisas e que todos temos nosso momento de acordar pra vida. Como sempre falo com a minha mãe, cada um tem o seu tempo. E tudo acontece como tem de acontecer.

Uma leitura que nos mostra uma outra visão da vida e que nos faz pensar no próximo. Alguns se apaixonarão e outros abandonarão, dependendo da carga de vida de cada leitor.

Beijokas Elis!!!!