Hoje a colunista Rudy do blog Alegria de Viver e Amar o que é bom!!!, traz mais uma resenha para nós, vamos conferir:
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Avaliação da Rudy: 3,7 / 5,0
Autor/a: Randy Susan Meyers
Editora: Novo Conceito
Páginas: 368
Juliette é casada com Nathan, professor universitário e tem dois filhos. Acredita que seu casamento é feliz e faz de tudo para manter a família unida. Os filhos estão sempre em primeiro lugar. Nathan tem um caso extra conjugal com Tia e dele resulta uma gravidez indesejada. Tia é fraca e acredita não ser capaz de ser mãe e resolve colocar o bebê para uma adoção aberta.
Nathan ao saber da gravidez, pede a Tia que tire o bebê e desaparece da vida dela. Acaba contando para Juliette sobre sua traição e ela vê seu mundo ‘perfeitinho’ ruir, embora o perdoe e o aceite de volta. Caroline é casada com Peter que tem o sonho de ser pai e descobre que não pode realizar seu sonho. Resolve então adotar uma criança. Caroline fica revoltada, não se acha preparada para maternidade, acaba aceitando para tornar o marido feliz. Eles acabam sendo o casal escolhido por Tia e adotam Savannah. Que Tia insiste em chamar de Honor...
Cinco anos se passam e Caroline envia fotos de Savannah para Tia a cada novo aniversário. Tia enlouquecida por nunca ter esquecido de Nathan, toma a decisão de enviar as fotos para que Nathan conheça a filha deles. O envelope é interceptado por Juliette que fica arrasada em saber que a traição gerou frutos e sente-se novamente traída...
” Qual poderia ser o momento mais assustador em um casamento do que quando se pega o marido olhando para a mulher sem paixão? Quando ele revelava que não gostava tanto dela naquele momento? [...]” (pág. 147)
Já deu para sentirem o drama do enredo, né? Situações bem dolorosas e atitudes impensadas que tornam ainda mais dramáticos todo mote do livro. Apesar de gostar de drama, confesso que achei aqui excesso em determinadas atitudes e algumas nada haver. E por isso o livro não me conquistou por completo.
Como Tia tem uma criança e a dá em adoção e depois de 5 anos, quer a criança de volta? E ainda manda fotos para o ‘pai’ que nunca quis o bebê, aliás, nem sabia da existência dele? Como Juliette comete atos impensados para se aproximar de Savannah e Caroline e assim conhecer a criança e ainda querer ficar com ela? Como Caroline que não se dizia capaz de ser mãe, acaba aceitando a imposição do marido?
E o pior de tudo, Nathan apenas é um papel secundário, mesmo sendo o provocador de todas as situações que se passam no livro? Fiquei um tanto ‘entalada’ com várias situações e não aceitei de forma alguma e isso me deixou um tanto revoltada com um enredo tão bom de ser desenvolvido e se perdeu no caminho.
Gostei do final que ficou amarradinho, sem pontas soltas e até bem coerente. Apesar de todos meus questionamentos, consegui analisar de forma mais fria após concluir a leitura e reavalie minha análise, porque estava fazendo em cima dos meus sentimentos e não da ficção do livro, que bem poderia ser uma história real e cada pessoa reage de forma diferente em determinadas situações.
É um daqueles livros que gostar ou não, dependerá da forma como encaramos a vida e como foram nossas experiências.

