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sexta-feira, 6 de maio de 2016

#O Morro dos Ventos Uivantes – Emily Brontë

Olá Galera,

A colunista Nathalia está de volta com uma resenha/análise de um clássico, vamos conferir:

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Título: O Morro dos Ventos Uivantes
Autor/a: Emily Brontë
Editora: Landmark
Páginas: 304

“ - Bem, eu certamente me considero uma pessoa firme e razoável – ela disse – não por viver entre esses morros e ver sempre as mesmas caras, ou presenciar as mesmas ações, durante anos e anos; mas fui criada com muita disciplina, o que me ensinou a ser sábia.” (Pág. 36)

Quando me peguei pensando em ler este livro, fui pesquisar um pouco mais sobre a autora e a obra em si. Em um blog (cujo nome não me vem à memória agora), declarava o seguinte: “(…) todo fã de romance deve ler 'O Morro dos Ventos Uivantes'(...)”e outras coisas que insinuavam se tratar de um exemplar completamente meloso. Enfim, me peguei pensando: 'caramba, eu nem sou tão fã de romance assim'. Porém, os caminhos da vida me reservaram um tempinho para poder lê-lo. 

Queridas(os), muito pelo contrário do que foi mencionado pelo blog, o livro não tem nada de meloso, a meu ver.

O livro é narrado pela senhora Dean, a governanta do chalé em que o cavalheiro Lockwood alugou para passar uns tempos sentindo os ares das montanhas. Numa bela manhã, o hóspede daquela cidade pacata resolve fazer uma visita a seu senhorio (locatário), o senhor Heathcliff, e descobre um sujeito bem amargo, ríspido e cruel que tinha sob seu poder um empregado (muito parecido com o patrão) e uma moça encantadora que não sintonizava com aquela realidade moribunda. Muito intrigado, Lockwood procura saber através da moradora mais antiga daquele vilarejo, a senhora Deans, o que levou seu senhorio a se prender a uma vida cheia de ruindade e amargura.

Nesse ponto a história sai do presente e vamos acompanhar a vida de algumas pessoas, residentes daquele mesmo chalé e de sua vizinhança, o passado obscuro de Heathcliff e dos que estavam ao seu redor. Como foi que, sendo uma criança já comparada com o próprio diabo por seus atos de crueldade, pôde se apaixonar por uma menina com pele de porcelana, mas que ao mesmo tempo se juntava a ele nas mais perigosas travessuras.

Emily Brontë, irmã das escritoras Charlotte e Anne Brontë, é nomeada como “a autora de um único livro”, contudo, esse único livro é considerado um cânone inglês. Na publicação do livro, em 1847 a obra recebeu duras críticas e fora deixado de lado, apenas depois de alguns anos (com a ajuda da irmã, Charlotte) a obra fora prestigiada da maneira correta.

A trama apresenta a mesma carga que a autora passava. Nascida em uma família muito pobre, tendo mais cinco irmãos e supervisionados por uma forte presença da religião, essas crianças tinham apenas as histórias da empregada da família para se distraírem (essa mulher é homenageada como sendo inspiração para a personagem Nelly Deans, narradora do livro). 

Emily passou por vários “perrengues” na vida, estudava em colégio interno, viu dois de seus irmãos morrerem, era muito introspectiva, sendo a mais reservada das irmãs Bronttë, levou toda essa carga para sua história. Dessa forma, a autora inicia um novo estilo de romance em sua geração. Influenciada pelos poemas góticos de Lord Bryon, seu romance apresenta características mais sombrias (vingança, o amor que se tornou ódio), embora ainda carregasse as excessivas descrições de lugares (bastante presente nos romances da época), seus personagens foram construídos de forma não idealizada.

Confesso que a leitura foi um pouco arrastada de início, mas consegui acompanhar o ritmo de escrita da autora. Existem partes mais rápidas e outras bem descritiva (mais presente no começo do livro). Minhas partes preferidas eram de Nelly, quando não estava narrando. Acredito que para os fãs de romance será bem diferente ler uma história de amor e ódio tão densa e tensa, muito diferente da categoria '‘água com açúcar’'.

Espero que vocês tenham gostado de mais uma resenha!! Já leram o livro? 
Deixem suas opiniões aqui nos comentário, até a próxima resenha ;)