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terça-feira, 22 de setembro de 2015

#Boudica - Touro - Manda Scott [vol. 2]

Olá Leitores,

E hoje a Nathalia, colunista do blog, trás o segundo volume da Série Boudica, vamos conferir:


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Título: Boudica – Touro
Volume: 2
Série: Boudica
Autor: Manda Scott
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 488

ATENÇÃO PODE CONTER SPOILER DO PRIMEIRO VOLUME

Depois de muito tempo (mais de um ano, perdoem a minha “enrolação”) voltei com o segundo volume da Trilogia Boudica, mas, eu tenho uma justificativa. Eu tinha tanta coisa para ler e com a minha bagunça literária, estava sem previsão para ler o último volume, contudo, se continuar como planejado, conseguirei lê-lo ainda este ano (sem datas, porque aí não da certo rsrsr). Então, peço mais um pouco da paciência de vocês (até com as outras séries que estou devendo) e, estou pensando seriamente em fechar um mês só para ler as continuações das infinitas séries que estou em débito.

No primeiro volume acompanhamos a infância e adolescência de Breaca ,agora o livro vai focar na fase adulta e no seu amadurecimento. De fato, os holofotes não estarão sobre a rainha dos Icenos, mas em seu irmão Ban, agora Julius Valerius do exército romano e num grupo de personagens que fora levado como cativo à região da Gália. Ocultei os nomes, mas quando vocês descobrirem quem são, não vão conseguir parar até saber se eles estão em segurança (se estão mesmo). A senhora Scott faz de propósito, cativa os personagens em nós e submete-os em situações que esmagam nosso coração e pior, não consegui ficar com raiva de quem judiava deles por que, advinha, ele é uns dos meus personagens preferidos.
"- Respire. Que o deus o amaldiçoe. Julius, respire.
Outra voz, nem um pouco mais gentil, disse:
- Ele não pode. O touro o atingiu nas costas. Se ele estiver com sorte, está com falta de ar. Se não estiver, as costelas dele estão todas quebradas e ele nunca mais respirará. Deixe-me olhar para ele.” (Pág. 193)

Agora que Breaca está sem seus melhores guerreiros, seu filho está desaparecido, seu amado sabe-se lá onde foi parar, com uma criança recém nascida nos braços e em estágio de recuperação de um parto que quase custou a sua vida e a da criança, ela terá que conduzir uma investida contra seu irmão que lidera o exército inimigo e tentar acordá-lo da ilusão que ele vive. Com tudo isso meus devaneios me levaram para um assunto bem atual: a mulher como o sexo frágil. Será mesmo? Não sei se é conhecimento de vocês, mas Breaca realmente existiu, claro que o livro trás alguns fatos fictícios, porém através de algumas pesquisas os fatos expostos acima são verídicos. Agora eu volto à pergunta: será mesmo? E ouso acrescentar: ou estamos nos escondendo atrás desse tabu? Reflexões, mais reflexões para nós.

Sinto que ainda não aconteceu tudo. Ao término da obra o céu não estava límpido na minha cabeça, mas estava mais escuro em comparação com o final do primeiro. Creio que Manda Scott está querendo trazer uma bela tempestade e se ela preservar o final desastroso que a rainha dos Icenos teve na vida real, meu coração estará comprometido, por isso já estou preparando-o desde muito tempo, todavia se ela usar de seus poderes da ficção para incrementar esse final, será pior do que eu imagino e não sei mais como me proteger dessa catástrofe rsrsrs.

A edição está de um capricho incrível. Simplesmente não tenho do que reclamar e parabenizo o excelente trabalho feito pela equipe da editora. As páginas são enfeitadas e, para quem gosta de mapas, sim eles continuam presentes.

Enfeites das páginas



“ – Ban mac Eburovic. Seja bem-vindo. Disseram-me que você havia mudado. Eu não teria acreditado que fora tanto.” (Pág. 436)

Até a próxima...beijos Nathalia!!!

quarta-feira, 18 de junho de 2014

#Boudica – Águia – Manda Scott [vol.1]

Olá Galera,

Hoje a Nat, trouxe mais uma análise literária para vocês....\o/...confiram:


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Título: Boudica - Águia
Autor/a: Manda Scott
Editora: Bertrand
Páginas: 656

Ler o livro de Manda Scott nesse friozinho (modéstia da minha parte) me fez ficar ainda mais no clima para escrever esta resenha. Para colocar vocês a par do tema tratado no livro, vou estar, em todo momento, pisando em ovos, para que este humilde texto não seja uma simples opinião. Entretanto, caro leitor, sinta-se a vontade para ler como se estivesse em suas férias de inverno numa montanha bem distante, tomando um chocolate quente com as companhias mais agradáveis, já que eu, vossa simples resenhista, estarei fazendo o trabalho pesado. Então, mãos à obra.

Antes que se assustem com o número de páginas, saibam que esse livro não funciona, se você quiser ler tudo em uma tacada só (pelo menos não funcionou comigo). Isso porque o livro tem como tema central a Britânia tribal, ou seja, vamos encontrar tribos e suas respectivas tradições que formaram a Inglaterra de hoje. Assim, a obra é carregada de conceitos históricos, detalhes e mais detalhes, nomes e outras coisinhas mais que podem carregar um pouco, se quisermos acabar logo.

Minha experiência com o livro foi a seguinte: eu tinha muitos outros para ler e, como esse era um pouquinho grande, resolvi ir intercalando com outros, ao meu ver surtiu resultado, já que consegui entender toda a história e a cada ponto que eu parava, meu gostinho em saber o que ia acontecer depois se tornava cada vez mais forte.

Tudo começa com Breaca, a futura rainha dos icenos. Este primeiro livro retrata seus primeiros passos, como matou seu primeiro guerreiro ainda muito jovem e como é escolhida para liderar uma legião de povos em busca de barrar a invasão dos Romanos.

Nananinanão amado leitor, o livro não é só conceitos históricos, há nele uma pitada efervescente de romance, com nossa linda rainha dos incenos e Caradoc (sim, o nome é realmente estranho e vá por mim esse está longe de ser o mais medonho), o guerreiro mais bonitão do livro.


“- O nosso filho terá permissão para ter sua própria visão?

Caradoc curvou-se para trás, estupefato.
- Vamos ter um filho? Você consegue saber tão cedo?
- Não. Mas Airmid me disse isso anos atrás, e eu gostaria de acreditar nela.
Caradoc emitiu suavemente um som de prazer e triunfo.” 
(pg. 626)

Além de ser super fofo, acho que esse trecho resume bem o livro, com suas visões e distorções da realidade com uma colherada de fantasia.

Há também Ban, nosso aspirante a guerreiro e irmão de Breaca. Como nem tudo na vida é o que nós queremos o amiguinho aqui vai ter seu destino traçado como vidente, até que... Não vou contar, mas é bem bárbaro.

Um ponto que talvez alguns possam se assustar seria algumas várias (única expressão que eu encontrei para expressar poucos mais que aparecem muitas vezes, principalmente no meio pro final do livro) relações homossexuais entre homens. Outra coisinha que me deixou um pouco de queixo caído e foi bem estranho de se ler é a importância que as tribos dão para a menarca. Manda Scott enche de detalhes fascinantes quando a protagonista guerreira tem seu primeiro sangramento, chega ser, de certa forma, poético.

O livro nos envolve com sua áurea de batalhas, mortes, dores e superação. Nossa rainha vai ser obrigada a abandonar sua adolescência e rumar para Mona, a terra dos guerreiros, uma possível escola de luta. Ela e sua melhor amiga Airmid, a vidente diga-se de passagem, irão ser separadas mostrando o quanto Breaca vai crescer e se tornar a portadora da visão da Lança Serpente.

A obra é muito rica em descrições que nos ajuda compreender melhor o enredo. Não entrei em grandes detalhes, pois não quero que minha resenha deixe o leitor cansado, mas saibam que encontrarão milhares de aventuras, dês daquelas que passam rapidamente, até aquelas que te deixam com o coração palpitando e os olhos arregalados, para quando ler a última palavra do livro, saber que só se aliviará quando ler o próximo.

BERTRAND BRASIL fez um ótimo trabalho. Como o livro é bem grossinho, para tornar a leitura mais agradável, as páginas são amareladas e a fonte é aconchegante. Pensando em deixar o leitor mais situado no mundo fantástico da autora, Manda Scott nos proporciona imagens de mapas e da lança serpente (a visão de Breaca, como eu já havia dito), deixando mais fácil para que nossa imaginação navegue pelos mares sem fim da fantasia.

Bom, comigo foi assim e cá estou eu, esperando ansiosamente a mocinha da livraria me ligar dando as boas notícias que meu livro já chegou, mas até lá buá, eu vou chorando.

Trecho Ó MEU DEUS:


“Airmid estava ali, surpreendentemente perto, além de uma outra pessoa que ela não conseguia ver claramente. Em seguida, o seu braço foi banhado por um calor liquidificante e a sua mão deslizou através de uma pele de animal bem esticada. Se o receptáculo continha várias dúzias de pedras, ela não as sentia; sentia apenas a que veio à sua mão como se tivesse sido feita sob medida para ela. Fechou os dedos, puxou o braço e a sua mente lhe disse: “Preta.” 
- Breaca dos icenos é a vigésima sexta dos trinta.” 
(pg.395)



Notinha: Olá amigos, não se esqueçam de comentarem e deixarem suas opiniões sobre o livro, ator/a, resenha ou qualquer outra coisa que desejem comentar. Estou à disposição caso queiram alguma coisa.

Beijinhos e até a próxima resenha cheia de magia.