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sábado, 22 de agosto de 2015

#Inveja – Anna Godbersen

Olá Leitores,

Hoje tem resenha/análise da colunista Nathalia, mas antes que tal responder a pesquisa que ela está realizando acessando o link AQUI, qualquer pessoa pode responder, fiquem a vontade. Agora vamos conferir a resenha:

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Título: Inveja
Volume: 3
Série: O Luxo
Autor\a: Anna Godbersen
Editora: ROCCO
Páginas: 376

ATENÇÃO PODE CONTER SPOILER DOS VOLUMES ANTERIORES!!!!

Em comparação com os volumes anteriores da série, esse foi o que menos me agradou. Porém, o final salvou toda a trama, por isso, estou ansiosa para ler o último livro da série, Esplendor, anunciado pela ROCCO com laçamento previsto para julho.

Acompanhamos os recém-casados, Henry e Penelope, levando uma vida de fachada. Nas manchetes de jornais eles são o casal mais apaixonado de toda Manhattan, porém, na vida real, são dois estranhos. Henry não consegue aturar sua mulher quando está sóbrio, que dirá dividir o leito conjugal.
“O tom roxo do céu estava se transformando em azul-marinho e os topos das palmeiras estavam começando a ficar discerníveis, como cabeças desgrenhadas e gigantes. A lua fora obscurecida pelas nuvens, mas ela ainda brilhava no cabelo e nos braceletes de Penelope. Henry sentiu ódio dela, não apenas por ter lhe custado tanto, não apenas por toda hipocrisia, vaidade e ganância estúpida que personificava, mas porque ele voltava ao seu lado, mesmo agora, quando desejava por inteiro estar em outro lugar.” (Pág 208)

Além desse drama, acompanhamos a derradeira de Carolina Broad, ou melhor, sua volta para a pobreza e suas escolhas para adiar esse futuro que parece lhe rondar constantemente. Para mim, essa foi umas das melhores partes do livro.
“É difícil para quem já foi pobre fingir ter nascido rico. Mas esta cidade está repleta daqueles que insistem em tentar. (Trecho de As Leis de Convívio na Alta Sociedade, de L.A.M. Breckinridge).” (Pág 304)

Diana Holland tenta assumir a posição de sua irmã Elizabeth e evitar entregar seu coração para qualquer outro que o tente conquistar. Depois do que sofrera com Henry, para ela nunca existirá nenhum homem digno o bastante de levar seu coração. Ela torna-se uma mulher mais fria e maliciosa. Espera dos cavalheiros apenas diversão e nada mais. Agora é a vez dela despedaçar corações.
“Diana acreditara, até pouco tempo atrás, que ela e Henry estavam destinados a viver uma história de amor como aquelas contadas nos livros. Mas, agora, era uma pessoa inteiramente diferente – seu coração fora partido, e toda sua ingenuidade se esvaía.” (Pág. 18)

Nessa continuação da série as máscaras vão caindo, mas não por completo, o que nos deixa com uma bela, e última, continuação para O Luxo. Estou esperando para ler a página que encerra toda trama. E, embora não tenha me prendido na história como os anteriores, não significa que o livro é ruim, mas espero voltar a ficar maravilhada com o último volume.

Não tenho do que reclamar quanto a edição. A editora ROCCO sempre fazendo um ótimo trabalho.
“Era tarde do dia seguinte ao da confissão de Elizabeth, e ela estava se esforçando para manter a calma. Ainda estava trêmula de culpa e medo, para não falar da náusea e do cansaço, mas tentou desesperadamente manter as mãos firmes enquanto abotoava os pequeninos botões que se estendiam dos punhos ao cotovelo de suas mangas.” (Pág. 290)
Beijos Nathália....até a próxima!!!

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

#Intriga – Anna Godbersen [vol. II]



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Título: Intrigra
Série: O Luxo
Volume: 2
Autor/a: Anna Godbersen
Editora: ROCCO
Páginas: 392

AVISO!!! 
PODE CONTER SPOILER DO PRIMEIRO VOLUME!!!

Esse é o segundo volume da série O Luxo (leia a resenha do primeiro volume AQUI), como temos mais dois livros pela frente, encarei Intriga como um preparo para o posterior. Acompanhamos a evolução de alguns personagens como: Lina Broud e Penelope Hayes, assim como o declínio de outros, exemplo: Henry Schoonmaker.

“Lina caminhou por entre a grama branca e marrom e as árvores desfolhadas da Union Square como uma menina que acabara de comprar um casaco de pele novo, o que de fato fizera. Ele era feito de lã persa, com uma gola alta de chinchila, e Tristan a ajudara a escolhê-lo aquela manhã. Lina estava tentando caminhar como Elizabeth Holland: como se sentisse uma sublime indiferença ao frio e às meninas com roupas menos sofisticadas que olhavam admiradas para as ricas peles que ela usava num simples passeio, e para a criada que a seguia obedientemente. É claro que ela não era sua criada de verdade; mas Lina, por preocupação, pedira que sua irmã andasse atrás dela hoje.” (pg. 268)

Sem dúvida alguma encontraremos emoções no livro, porém elas se condensam ao final, nos preparando para uma sequencia de reviravoltas e um belo gancho para Inveja, o terceiro volume da série. Além disso, nas últimas páginas da obra, a autora fecha no auge do clímax, o que combinou muito bem com todo o enredo e nos deixa com a sensação de inquietude, enquanto não comprarmos a sequência.

Ao corrermos a trama, nos aprofundamos na fuga de Elizabeth com Will e os frutos desse amor proibido, além da dolorosa guerra entre Diana e Penny (Penelope Hayes), a pressão que Henry sofre do pai para encontrar uma esposa à altura, a derradeira miséria da família Holland e a ascensão de Lina na alta sociedade, culminando em um final que abalará com as estruturas de todos os personagens da trama (entendem a dimensão que o terceiros volume trará?).

“Sua voz ficou quase inaudível quando ela disse essa última parte. Ela torceu para que Diana compreendesse e concordasse em ajudar com a farsa.” (pg. 109)

A tática de Anna foi excepcional a meu ver. No primeiro livro ela nos apresenta o terreno, nesse, ela deixa tudo preparado para o que pode vir, atiça nossa curiosidade e, mesmo assim, ainda deixa nosso coração palpitando em busca de respostas e ansiando por um desfecho digno e, para minha pessoa, tenho total confiança de que ela poderá nos proporcionar momentos ainda mais perfeitos.

Como sempre, a editora ROCCO nos surpreende com uma capa maravilhosa e perfeito designer e acabamento. As citações de estudos, jornais e diários da época continuam no início de cada capítulo. O livro segue com a mesma fonte e mesmo tamanho. Da parte técnica a editora está de parabéns, o livro nesse requisito exala capricho.

É claro que recomendo a leitura. Sentimos a evolução tanto da escritora, quanto das personagens. Mesmo sendo um livro de época, lendo, nos sentimos completamente habituados com o clima e o comportamento daquele tempo.

Vou dar uma palhinha para vocês:
“(...) Os olhos de Penelope se encheram de lágrimas e ela observou os convidados, grata por eles estarem ali, testemunhando seu triunfo.” (pg. 384)



Gostaram da sequência? Deixem sua opinião sobre o livro...

Beijos e abraços da Nat!!

terça-feira, 13 de maio de 2014

#Luxo – Anna Godbersen

Oi Pessoal,

Hoje venho apresentar a vocês a nova resenhista do blog, a Nathalia Marin da Costa, agora ela faz parte da equipe - A Magia Real - e trará sua opinião referente as leituras que faz...confiram a primeira resenha dela e sua minibiografia ao final. Desejo o meu - Bem Vinda - e que nossa parceria seja duradoura.


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Título: Luxo
Autor/a: Anna Godbersen
Editora: ROCCO
Páginas: 397

Primeiramente, gostaria de parabenizar a escritora pelo presente, lançado em 2007. Somado a isso, quero que saibam que sempre tive uma quedinha por romances de época. Bom... Vamos ao que interessa.

Quando passei em frente à livraria e corri meus olhos sobre a capa do livro, minha primeira reação foi: ”é meu”. As letras douradas em alto relevo e a imagem da capa, somados, exalam o título da obra: luxo. Suas páginas são amareladas e não tive problemas com o tamanho da fonte, embora seja um pouco menor do que de costume. Apresentado esses pontos técnicos, iniciemos, sem mais delongas, essa resenha.

Sobre as personagens principais, o que mais me chamou a atenção foi o choque entre: lado pobre x lado rico. A autora não trata aqui de combate entre essas classes, mas sim de dois amores (Elizabeth Holland e Will) que por uma discrepância social irão ter de escolher entre: atenderem vontades alheias, ou passarem por cima de todos para serem felizes.

“Ao olhar para Will, Elizabeth sentiu-se radiante e esgotada ao mesmo tempo, e percebeu o quão longa a noite havia sido.” (pg 71)

Claro, como todo bom romance, apresento-lhes Penelope Hayes (a queridinha vilã). Sem dúvida essa mocinha é de deixar qualquer leitor de cabelo em pé.

“– Uma pastorinha. É a fantasia perfeita para Liz – comentou Penelope Hayes, pronunciando as palavras, como sempre, com uma certa dose de veneno.” (pg.39)

Temos também mais personagens que enriquecem a obra, como: Lina Broud (que compões o triângulo amoroso entre Elizabeth e Will), mais Diana Holland e Henry Schoonmaker, dentre outros que fazem parte o cenário misterioso da história.

O livro começa com a volta da senhorita Elizabeth para Londres, depois de ter passado um longo período estudando etiqueta em Paris. Seu pai morreu quando ainda era jovem, assim, sua família se vê envolvida num verdadeiro caos financeiro. A única forma de se salvarem é que Liz, como filha mais velha, se case com algum jovem de família rica. E aí, senhoras e senhores, que surge o nosso belo e príncipe Henry Schoonmaker.



“O único consolo de Henry era que as regras de etiqueta eram muito claras ao declarar que noivos jamais deveriam sentar lado a lado e, por isso, ele não foi forçado a conversar com sua futura esposa durante o jantar de seis pratos que havia sido organizado para celebrar a ocasião.” (pg. 156)

Sim meus queridos, como podem ver esse casamento foi arranjado. E para a infelicidade de Penelope, sua melhor amiga Liz se casaria com Henry. Mas, essa não é a parte bombástica, já que nossa doce Holland mais velha era perdidamente apaixonada por Will, o cocheiro. Para tentar salvar seu “casinho” com Henry, Peny arma um plano para que o tão indesejado casamento de sua “amiga” afunde drasticamente como um Titanic. Detalhe, essa menininha, levada, obtêm êxito. Mas... Ela não contava que Henry acabasse por se apaixonar pela Holland mais nova (OMG), Diana Holland.


“Ela olhou para Henry, cheia de medo e decepção. Queria muito tocá-lo. Queria arrancar um por um os botões de sua camisa e arrastá-lo até o tapete. Henry olhou para a porta e depois para ela. Estava tentando perguntar algo com os olhos.” (pg. 272)

Eu sei... Quando descobri isso no livro... Sabe aquela sensação de quando você está lendo e percebe que tem alguma bomba vindo e de repente as borboletas, que estavam hibernando em seu estomago, levantam voou? Então, eu senti muito isso nesse livro. Isso, porque a trama toda é recheados de fofocas, inveja e amores impossíveis e complicados.

Os planos malignos de Penelope, as indecisões de Elizabeth, o jeito sonhador de Will e as malícias por parte de Henry, nos proporcionam um deleite para qualquer hora. A escritora enche de detalhes sua narrativa que, não por isso, nos deixam cansados, mas servem para que possamos nos envolver ainda mais com a história. Sua forma de escrever é leve, fluida e rápida, com períodos curtos, deixando a leitura mais dinâmica. Podemos contar sempre com algo novo em cada capítulo e nos conquistando a cada página, para que, no final do livro nossas mentes estejam implorando pelo próximo livro da série.

Definitivamente é um livro que você não vai conseguir ler em dois dias, mas sim em uma tarde. Ele conta com várias reviravoltas e intrigas que vão fazer você roer as unhas, descabelar-se e chorar, junto com os personagens.

Resumindo: envolvente, atraente e enlouquecedor, o primeiro livro da série O Luxo não poderia começar de outra maneira se não nos deixando com água na boca, querendo mais para as próximas sequencias.

Mais um trechinho para vocês:


“O fato de Henry não ter aparecido à sua primeira aparição pública com Elizabeth era tão bom quanto um olhar sensual numa sala cheia de gente ou uma ousada carta de amor. E Diana já recebera os dois.” (pg. 270)

Nota: Se quiserem me add no facebook ou nos comentários mesmo, podem me dar algum palpite de livros para resenhar que ainda não tenha no blog.


Beijinhos e até uma próxima resenha.