domingo, 28 de junho de 2015

#Boa Noite, Estranho - Jennifer Weiner

Olá Leitores,

Hoje temos mais uma análise/resenha da amiga Rudy do blog Alegria de Viver e Amar o que é bom!!!, vamos conferir:


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Título: Boa noite, estranho
Autor/a: Jennifer Weiner
Editora: Novo Conceito
Páginas: 432

Kate Klein foi uma jornalista bem sucedida em Nova York, porém depois que casou e teve seus filhos, mudou-se para um bairro afastado e chique em Upchurch, Connecticut para acompanhar o marido que era atencioso e carinhoso no início, porém agora tornou-se ausente e ranzinza,passa a maior parte do tempo viajando, a deixando com uma vida amorosa solitária e os filhos para tomar conta.

Sua vida agora gira em torno do horário dos filhos:Sophie (uma fofa!), Sam e Jack. Não tem muito tempo nem para cuidar de sua própria aparência. E começa a conviver com as outras mães do bairro que no ponto de vista dela, são mães perfeitas e lindas, fazendo com que sinta-se humilhada, achando que é a pior das mães e a mais desorganizada.

Quando a mãe que ela considera a mais chique de todas da cidade e também jornalista Kitty Cavanaugh é assassinada, vê a oportunidade de fazer uma investigação particular para descobrir quem havia cometido tal crime.Para isso vai contar com a ajuda da grande amiga Janie e de Evan McKenna, seu grande amor do passado.

” Calma, eu dizia a mim mesma, embora estivesse suando e vermelha e começando a ficar com dor de cabeça. Mandei três comprimidos de Advil para dentro com uma golada de café morno, enquanto Jannie enviava as palavras Não atire no mensageiro!” para minha tela dezenove vezes.” (pág. 147)

A primeira coisa a ser dita é fui cheia de expectativas para a leitura do livro e acabei quebrando a cara... Achei que seria um grande mistério a ser desvendado e até foi, porém com uma morosidade que jamais esperei.

O livro mistura vários elementos: o mistério do assassinato; o suspense em busca de provas; o drama familiar da protagonista e humor, muito humor. Acredito que foi o melhor do livro: os filhos de Kate e sua ‘louca’ amiga Janie, ri demais!! E até com a própria Kate que é toda atrapalhada coitada...

Vejam! O livro não é ruim de forma alguma, talvez um pouco lento no início, porém é interessante de ser lido. Não tem assim grandes rompantes, trechos intensos, contudo, é uma leitura divertida e até tem um tantinho de suspense, nada que faça o coração palpitar mais forte, mas deixa a curiosidade aflorada em alguns momentos.

As personagens secundárias tomam a cena da protagonista em vários momentos do livro, as relações são bem desenvolvidas e o mistério em si até bem criativo, o que proporciona uma leitura agradável e de boas risadas.

Se gosta de livros apenas para entretenimento, sem grandes lições de vida, aproveita, porque é livro é bom E A LEITURA UM TANTO MORNA.



Cheirinhos Rudy...

sexta-feira, 26 de junho de 2015

#Minha Vez de Brilhar - Erin E. Moulton

Oi leitores amigos do A Magia Real, 
Hoje tenho para vocês a resenha de um livro voltado para o público juvenil, mas com uma mensagem que serve para todas as idades. Acompanhem...

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Título: Minha Vez de Brilhar
Autor/a: Erin E. Moulton
Editora: Novo Conceito
Selo: #Irado
Páginas: 288

Indie Chickory não era uma garota igual a tantas outras da sua idade. Tem uma lagosta dourada de estimação além de uma verdadeira fascinação pelos bichos marítimos. Ela até sabe o nome de todos eles. Esse negócio de se arrumar igual a uma "delicada boneca" não era com ela. Por conta disso sua adorada irmã Bibi estava mais afastada dela.

É justamente quando ela perde seu bichinho de estimação que ela decide fazer um pedido muito importante para sua estrela: reencontrar sua lagosta Monty e que Bibi volte a gostar dela. Em troca ela promete ser a melhor "Chickory" de todos os tempos. Tentando se adaptar no mundo da irmã, e assim fazê-la amá-la novamente, Indie percebe que tem que mudar muitas de suas atitudes e características. Aos poucos Bibi e ela começam a se entender melhor.
"Agora, basta você se comportar de forma casual amanhã. Controlada - diz Bibi. (pág. 79)

Ela também está procurando Monty religiosamente, e passa a contar com a ajuda de Owen, o garoto nerd que se mudou a pouco tempo para a cidade. Ela que está tentando fazer tudo certo para que os outros gostem dela e se orgulhem dela, começa a perceber que está pagando um preço muito alto por isso. Quando ela está prestes a perder seu verdadeiro e único amigo, ela vê que para ser uma pessoa melhor não precisa mudar sua essência. Resta saber se ela ainda vai ter tempo para consertar todos os seus erros.
"Ela só se preocupa com si mesma e com sua maldita peça, e em ser perfeita. É ela que estraga tudo, não eu" (pág. 266)

Mais um livro do selo #irado que como eu já disse, é voltado para o público juvenil. Uma história simples e fofa, mas com uma mensagem muito importante. Em uma idade onde queremos encontrar nossa "tribo", é importante lembrar que aqueles que realmente gostam de nós, nos aceitam do nosso jeito, com tudo o que somos e temos para oferecer. Quando precisamos mudar e podar aquilo que somos e acreditamos, é porque alguma coisa está errada. Ninguém é perfeito, seja lá a idade que temos ou o que somos.

Parabéns ao trabalho gráfico da editora, um charme a parte. E mais uma vez, obrigada Elis pelo belo presente.

Beijos Rose...

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Novidade: Novo Conceito

Oie Galera,

Hoje temos post das novidades da Editora Novo Conceito e vamos as alegrias...\o/


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Páginas: 368

Sinopse: Em uma sociedade em que os jovens rejeitados são destinados a terem seus corpos reduzidos a pedaços, três fugitivos lutam contra o sistema que os fragmentaria. Unidos pelo acaso e pelo desespero, esses improváveis companheiros fazem uma alucinante viagem pelo país, conscientes de que suas vidas estão em jogo. Se conseguirem sobreviver até completarem 18 anos, estarão salvos. No entanto, quando cada parte de seus corpos desde as mãos até o coração é caçada por um mundo ensandecido, 18 anos parece muito, muito longe.

O vencedor do Boston Globe-Horn Book Award, Neal Shusterman, desafia as ideias dos leitores sobre a vida: não apenas sobre onde ela começa e termina, mas sobre o que realmente significa estar vivo.


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Páginas: 256

Sinopse: Quando Tom Ryder é convocado para lutar na Primeira Guerra Mundial, não imagina o quanto o seu irmão mais novo, Stanley, sentirá sua falta. A única alegria do garoto são os filhotes de Rocket, a cadela premiada que é o orgulho da família. Porém, ao descobrir que Rocket teve filhotes mestiços, o pai de Stanley fica furioso e ameaça afogar os cãezinhos. Inconformado e desejando reencontrar Tom, Stanley foge de casa. Mentindo a idade, consegue se alistar no exército britânico. Somente o amor incondicional pelos animais será capaz de fazê-lo sobreviver à brutalidade e à frieza dos campos de batalha. Uma prova de que a inocência e a sensibilidade podem ser mais poderosas do que a guerra.

SOLDIER: Leal até o fim é um livro emocionante e intenso, recomendado para leitores de todas as idades, especialmente para os apaixonados por cães.


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Páginas: 320

Sinopse: Cinco anos atrás...Tia apaixonou-se obsessivamente por um homem por quem nunca deveria ter se apaixonado. Quando engravidou, Nathan desapareceu, e ela entregou seu bebê para a adoção. 

Caroline adotou um bebê para agradar o marido. Agora ela questiona se está preparada para o papel de esposa e mãe.

Juliette considerava sua vida perfeita: tinha um casamento sólido, dois lindos filhos e um negócio próspero. E então ela descobre o caso de Nathan. Ele prometeu que nunca a trairia novamente, e ela confiou nele.

Hoje...
Tia ainda não superou o fim do seu caso com Nathan. Todos os anos ela recebe fotos de sua garotinha, e desta vez, em um impulso, decide enviar algumas delas para a casa do ex-amante. É Juliette quem abre o envelope. Ela nunca soube da existência da criança, e agora precisa desesperadamente descobrir quantas outras mentiras sustentaram o seu casamento até hoje.


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Fragmentados é o tipo de leitura que eu devoraria, só em imaginar os desafios, já fico pensando na história. 

Desde o famoso Marley & Eu, eu amo histórias com cães, mesmo nem todas sendo maravilhosas, sempre que vejo algo relacionado a eles quero ler e descobrir o quanto a leitura irá me pegar e Soldier parece que vai conquistar qualquer leitor. 

Mentiras que confortam achei interessante, apensar de já estar indignada com o tal Nathan, mas quem sabe teremos um final surpreendente. Estou bem curiosa e espero matar essa curiosidade em breve.

Beijos Elis!!!!

segunda-feira, 22 de junho de 2015

A Culpa é das Estrelas - John Green

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Título: A Culpa é das Estrelas
Autor/a: John Green
Editora: Intrínseca
Páginas: 288

Sinopse:  A culpa é das estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas.

Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar.
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Estou até agora me perguntando o porque de eu simplesmente ter acordado ontem, domingo (21.06.15) e ter resolvido ler John Green e logo do filme que amei. Sim, eu poderia ter lido outra obra, mas acho que na hora pensei: " - Quero saber o quanto mudaram da literatura para a telinha."

Grata foi a minha alegria ao perceber que o livro é praticamente o filme, pouquíssimas coisas foram alteradas e isso me deixou incrivelmente feliz, poucos foram os filmes que vi que ficaram a altura da literatura, então meus parabéns aos diretores e atores que incorporaram perfeitamente os personagens e trouxeram esse sucesso para nós humildes fãs.

Centenas ou talvez milhares de pessoas já deram a sua opinião sobre a obra e o filme, eu como leitora devoradora de livros, ia ficar na minha e não falar nada, mas não consegui, preciso dividir com vocês que pensei muito durante diversas horas, na injustiça da vida. Crianças que nascem com câncer tem uma vida totalmente diferente da vida que eu tive. Elas tem um amadurecimento que muitos de nós não tivemos ou temos. Pensei numa frase da Hanzel, quando ela diz que preferia ter...como se diz...esqueci a palavra, mas ter a chance de ser curada e viver bem, do quer saber que um dia irá morrer sem ter feito tudo que gostaria. Logo pensei, a vida poderia ser mais justa, tanta gente querendo tirar a própria vida e eles só querem viver mais. Tanta gente má e as pessoas que são boas morrendo de doenças sem cura. Meu Deus há tanta coisa errada no mundo, que não se pode modificar, que eu pensei e se um dia eu tiver um filho e não for forte o suficiente para lidar com algo assim, uma coisa é você sentir na pele, outra é alguém que amamos incondicionalmente sentir. 

Quantas pessoas reclamam da vida e eles felizes com cada dia bom, tanta gente que não dá valor aos bons momentos e eles só querem ter essa oportunidade por mais tempo. Se eu conhecesse pessoas com câncer, não que eu não conheça, mas quero dizer, alguém que tão nova foi diagnosticada e vive com medo do amanhã eu não sei como agiria, pois a minha vontade é poder dividir minha saúde com pessoas assim. Quem renunciaria a alguns dias da própria vida para dar a um jovem ou um adulto que queira viver mais alguns dias? Se pudéssemos fazer essa escolha, faríamos as decisões corretas? A vida é tão frágil, que a rotina pode fazer com que ela seja algo sem valor. Mas levantar, abrir os olhos e respirar é uma dádiva. Há se pudéssemos tirar das pessoas que praticam o mal,alguns meses da vida deles, seria o castigo perfeito. Você aí que mata, que desgraça a vida das pessoas, deixe-me ver quanto tempo ainda vai viver: "- Vinte anos!" Momento, vou transferir um ano de cada esses restantes as pessoas que merecem viver e fazer a diferença no mundo. Fantasioso, mas admita, seria perfeito. Quem sabe não teríamos mais cadeias, nem maldade. Somente os bons entre nós. Como é bom sonhar e poder imaginar um mundo dessa maneira.

Posso estar divagando, mas minha única dica é: "- Aproveite seus minutos e seus dias!Ok!" Ninguém sabe o dia de amanhã. Parece que estou ficando repetitiva, mas com leituras de fim de semana, tão perfeitas, não poderia ser diferente.

Finalizo dizendo que ver o filme ou ler o livro vai ser a mesma coisa, então escolha um dos dois e aproveite cada segundo, porque sei que ele irá tocar lá no fundo do seu coração e muitas lágrimas verterão. Um grande beijo e um abraço virtual bem apertado. 

Até a próxima....Elis!!!

sábado, 20 de junho de 2015

Uma Curva no Tempo - Dani Atkins

*Parceria Arqueiro*

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Título: Uma Curva no Tempo
Autor/a: Dani Atkins
Editora: Arqueiro
Páginas: 256

Sinopse: A noite do acidente mudou tudo... Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel está desmoronando. Ela mora sozinha em Londres, num apartamento minúsculo, tem um emprego sem nenhuma perspectiva e vive culpada pela morte de seu melhor amigo. Ela daria tudo para voltar no tempo. Mas a vida não funciona assim... Ou funciona?

A noite do acidente foi uma grande sorte... Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel é perfeita. Ela tem um noivo maravilhoso, pai e amigos adoráveis e a carreira com que sempre sonhou. Mas por que será que ela não consegue afastar as lembranças de uma vida muito diferente?



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Como sempre lhes falo ou melhor escrevo, é difícil falar de uma leitura que nos toca e conquista. Nessas páginas eu mergulhei de uma vez só, pois não há como conter a curiosidade. Confesso que não costumo me trapacear, mas tive que ler a última frase, antes do final, tamanho era meu medo. Está difícil não soltar um spoiler. Até porque dependendo do que você ler no mundo virtual, vai estragar toda a maravilha da leitura. Então melhor falar dos meus sentimentos e deixar você descobrir por si mesmo.

Aprendo algo com a maioria das leituras que faço, por isso que sempre digo, as vezes o gostarmos ou não de um livro, vai da carga literária que cada um tem. Rachel a primeira vista é uma pessoa que não soube aproveitar a própria vida, se isolou dos amigos e vive com a sua culpa, acreditando que deve viver dessa maneira. O que na minha concepção ela está totalmente errada, se a cada pessoa importante que perdemos, seja pelo destino ou salvando nossa própria vida, estaríamos sendo injustos demais com essa segunda chance. Seria o mesmo que falar ao destino: "- Ai babaca, levou a pessoa errada, afinal não saberei viver minha vida, devia ter sido eu." E o destino que nada pode fazer, não responderá, mas lá na frente, muitos anos depois, você estará arrependido por não ter entendido o que é viver.

Viver, não é simplesmente levantar e trabalhar, pagar as contas e sobreviver. Viver é aproveitar os momentos bons ao lado de quem gostamos, fazer o que nos dá prazer, rir, chorar de alegria, comemorar o ato de respirar. Sei que todos temos partes baixas da vida, mas sem elas não daríamos valor as altas emoções, as pessoas que se importam com a gente, ao carinho que recebemos.

Mas nossa personagem parece que viveu algo diferente, em um acidente, ela acorda com as lembranças tristes, mas em uma vida totalmente incrível, que ela queria ter vivido, mas então porque ela não lembra de um só momento de felicidade. Nem as pessoas doentes que agora estão boas, são o bastante para ela aproveitar. Afinal creio que todos nós reagiríamos da mesma forma, querendo provar que estamos sãos e corretos.

Gratos devem ser, aqueles que não desejam uma curva no tempo, aqueles que são felizes aqui e agora, que terminariam a vida nesse momento, sem se arrepender de nada e satisfeitos com as próprias decisões. Quem já teve umas duas décadas de vida, sempre pensa nas decisões que tomou e mudaram o rumo das suas metas. Pensa se fez bem ou se poderia ser melhor. Então saiba que o que é hoje, foi o resultado das suas decisões. Se não está feliz, está na hora de mudar suas metas e reformular o caminho. Como dizem por aí, a vida é o aqui e o agora, viva da melhor fora possível o hoje e agradeça por cada minuto.

Não nos enganemos pensando que a vida é somente rosas, ela também tem alguns espinhos e para colhermos belos buques, temos que levar alguns arranhões. Não tenha medo de se machucar, escolha com o coração e a razão. Afinal algo maravilhoso, pode acontecer na sua história hoje.

Parece que falei um monte de bobagens, que não me expressei direito, que tem gente que tem uma vida de cão e vai pensar, quantas palavras sem sentido. Mas e a fé e o amor em dias melhores, onde está? Essa leitura me ensinou que tenho que viver o melhor e ao máximo, mesmo que o tempo passe voando e os meses engulam uns aos outros, tenho de agradecer a bela vida que tenho e as pessoas que eu conheço. Porque nada vale a pena, se não tivermos bons momentos.

Estou sempre me desculpando e falando um monte dos meus sentimentos, quem me conhece sabe que fico assim, quando um livro tem um grande impacto e me deixa pensando por horas e dias em tudo o que li. Então provavelmente vocês leram até aqui, só para saber que eu recomendo essa obra com toda a certeza.

Beijos da loka da Elis!!! 

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Apenas Um Ano - Gayle Forman



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Título: Apenas Um Ano
Autor/a: Gayle Forman
Editora: Novo Conceito
Páginas: 352

Sinopse: Em Apenas um Dia, os momentos de paixão entre Allyson e Willem foram interrompidos de maneira abrupta, lançando a jovem em um abismo de questionamentos e dor. Agora a história é contada pela voz de Willem. Sem saber exatamente o que o atraiu na garota de olhos grandes e jeito comportado, o rapaz inicia uma busca obsessiva por pistas que levem até a sua Lulu mesmo sem saber sequer o seu nome verdadeiro.
Enquanto tenta compreender o mistério que os separou, Willem se esforça para costurar relacionamentos desgastados e procura respostas para o futuro. Mais do que uma aventura de verão, o encontro em Paris significou para ele o início da vida adulta. Da mesma autora dos best-sellers Se Eu Ficar e Para Onde Ela Foi,

Apenas um Ano reúne todos os ingredientes de um romance imperdível: viagens, saudade, encontros, desencontros e amor.


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Fiquei com receio de ler no início, pensando que a autora não conseguiria escrever essa história de outro ponto de vista, digo sem se repetir. Mas tamanha foi a minha surpresa quando me pego agarrada a cada página, para saber o que aconteceu na vida de Willem e quais foram os sentimentos dele, em relação a tudo que viveu com "Lulu". Esse é um ponto importante, pois como li "Apenas Um Dia", sei de muitos pensamentos e ações da "Lulu", que ele nem recorda o nome, pois quis viver esse dia de uma forma livre e sem se prender.

Mas como pode-se viver dessa maneira, quando se perde algo que não achava importante e que nem sabia o quanto o era, até perder de vista. A ligação entre os personagens é tão marcante que a forma abrupta com que o destino os separou, nos faz pensar que devemos conhecer as pessoas ao máximo antes de perdê-las pelo acaso.

Willem tenta voltar a sua vida de viagens e aventura, mas sente que falta algo ou seria alguém que tocou seu coração, mas como achá-la se nem seu nome verdadeiro ele sabe. Como encontrar algo que está faltando sem pistas. Ele entra num estado estranho que nem seus amigos conseguem identificar, se sente perdido mesmo quando tenta procurar, joga sua frustração em cima da falta que sente de sua mãe. Que parece não se importar por onde ele anda ou o que anda fazendo. Á primeira vista ele parece uma pessoa de posses que como não tem o que fazer da vida, fica viajando pelo mundo e gastando dinheiro que para ele não tem problema. Vive em albergues e pensões baratas. E é incrível que ele nos apresente o quão maduro e centrado ele pode ser. Um ator, um artista em busca de algo que lhe dê sentido. Cansado de procurar, começa a apostar no destino, sem esquecer o grande dia da sua vida e percebe que ele, por esconder seus sentimentos, pode estar perdendo partes boas da sua vida em família. 

Me emocionei em algumas partes, pois os escritores podem nos tocar de uma maneira incrível quando já temos uma concepção formada de um certo personagem. Nada é o que parece e cada um sofre de uma maneira. Temos de aprender a nos comunicar, para fazer a vida valer a pena. Sinceridade e carinho é que temos de passar e dividir. Mesmo sabendo parte do final da história, que para mim era perfeita. Gosto da escrita da Gayle Forman e tenho me apaixonado constantemente por ela. Eu recomendo esta leitura, tanto como primeira leitura, como para ler após "Apenas Um Dia", afinal a ordem não vai alterar os fatores nesse caso. E você já encontrou a dupla felicidade?


Beijos Elis!!!

terça-feira, 16 de junho de 2015

#Um Gato de rua chamado BOB - James Bowen

Olá Leitores,
Antes de iniciar essa resenha, gostaria de dizer que: ”O bom filho a casa torna.” Agora vamos ao que interessa.

“A história da amizade entre um homem e seu gato”
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Título: Um Gato de rua chamado BOB
Autor/a: James Bowen
Editora: Novo Conceito
Páginas: 240

   Antes de iniciar essa resenha de “bem vinda de volta”, gostaria de agradecer à nossa blogueira Elis que me presenteou com esse livro que, diga-se de passagem, é impactante. Dito isso, achei por bem recomeçar no blog com essa agradável leitura.

   Para deixar bem claro, o livro narra a trajetória de nosso autor James Bowen, ex-viciado e em processo de recuperação em uma Londres frenética. Assim, o livro é, na verdade, uma biografia muito interessante e construtiva.

   A trama inteira está concentrada ao redor de James, suas inconstâncias com as drogas e seu gato BOB (que muitas vezes eu pensei ser uma personagem humana).
“Conforme o Natal de 2007 se aproximava e nosso primeiro ano juntos chegava ao fim, nossa vida havia se constituído numa verdadeira rotina. Todas as manhãs eu me levantava e o encontrava esperando pacientemente diante de sua tigela na cozinha.” (pg.115)

   É perceptível que o afeto entre esses dois amiguinhos está muito além do que uma simples amizade, como um episódio do livro em que James está a ponto de se drogar novamente e ao encarar os olhos de seu novo amigo (e o único, diga-se de passagem) a preocupação de desapontá-lo faz com que ele jogue todas as suas mercadorias ilícitas na privada (fui fiel ao livro) e dê descarga para nunca mais colocar as mãos em nada desse tipo. Fala para mim se isso não é chocante?

   O poder que esse felino mais fofo (sou apaixonada por gatos, então desculpe minha compulsão) exerce sobre o protagonista está fora de série. E não para só por ai. Nosso recém saído das drogas passa a exercer uma “profissão livre”, como músico de rua, nos mostrando a todo instante os problemas que enfrenta com isso, como por exemplo, não saber se terá dinheiro suficiente para se alimentar e comprar a ração de BOB.
“Mas não importava em que língua estranha ou maravilhosa fosse dita, a mensagem era quase sempre a mesma. Todo mundo adorava Bob.” (pg. 103)

   A ânsia de nosso narrador-protagonista em melhorar de vida para poder dar melhores condições a Bob me fez muitas vezes sentir dó e pena profunda e a torcer a cada pequeno progresso dos dois. Como havia dito, o livro é baseado em fatos reais, por isso o choque de realidade contido na obra faz com que saiamos de nossas bolhas de conforto e sentirmos os socos no estomago a cada encrenca ou dificuldade que essa dupla fenomenal passa.

   Minha impressão a todo o momento é que o autor estava dizendo “está difícil leitor, mas não quero sua pena, porque mesmo não tendo nada, Bob se tornou minha razão para existir e é por ele que vou lutar.”

   Não vou me alongar mais, embora essas poucas linhas não tenham ainda passado o peso do livro. A vida de James tinha tudo para dar errado: uma mãe que morava na Austrália, um pai ausente, nenhum parente ou conhecido por perto, sua única relação com ser humano era com uma acompanhante viciada (o que não o ajudava a superar o passado) e a sombra de uma vida nas ruas.

   Enfim essa é uma leitura altamente recomendada para qualquer pessoa, pois pra mim ajudou muita na minha formação como leitora.

   Às vezes precisamos de um pouco de realidade:
“(...) Acho que algumas pessoas considerariam isso irônico. Mas houve momentos em que, preciso admitir, simplesmente não conseguia ver o lado engraçado da coisa.” (pg. 188)
   Leitura forte e marcante... E vocês, o que acharam da resenha de reestréia? rsrs... Comentem, estava morrendo de saudades... Até as próximas resenhas.