quinta-feira, 12 de maio de 2016

#Tag: Que leitor você é?

Olá Leitores,

Hoje venho responder uma #TAG para vocês, vi ela no Blog: Eu Pratico Livroterapia, da blogueira Denise. Vamos as respostas:



1 - Qual é o gênero literário que você se mantém longe?
Tento ficar meio longe de Biografias, não me dou bem as vezes com elas.

2 - Que livro tem na sua estante que você deveria ter lido mas não o fez, mesmo que todo mundo já tenha lido?
Garotas de Vidro - Laurie Halse Anderson, parece que todo mundo já leu, digo das pessoas que eu conheço.

3 - Qual é o seu pior hábito literário?

Ter de ler a sinopse e as orelhas da obra antes de iniciar a leitura.

4 - Você costuma ler a sinopse antes de ler o livro?
Sim, sempre.

5 - Qual é o livro mais caro da sua estante?
Um Bestseller pra Chamar de Meu - Marian Keyes

6 - Você compra livros usados ou em sebo?
Sim, amo passear num sebo e adquirir obras que me interessem.

7 - Qual é a sua livraria (física) preferida?

Saraiva, porque amo passear pela loja física aqui na cidade.

8 - Qual a sua livraria online preferida?
Submarino, por causa da promoções e prazo de entrega.

9 - Você tem um orçamento mensal para comprar livros?

Não, compro quando dá ou tenho recurso.

10 - Para fechar, qual gênero literário você não dispensa?

Romance, quando leio algo que me cansa, preciso de uma leitura de água com açúcar.


terça-feira, 10 de maio de 2016

#A Abadia de Northanger – Jane Austen

Olá Pessoal,

Gente que frio, quem estiver em lugares mais quentes, mande uns graus para o SUL do país. Hoje vamos conferir a resenha/análise da colunista Nathalia.

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Título: A Abadia de Northanger
Autor/a: Jane Austen
Editora: Martin Claret
Páginas: 304

Em muitas resenhas e vídeos que vi falando sobre o livro, a opinião majoritária era de que essa obra era uma das mais fracas de Austen, argumento que descordo brutalmente. A meu ver, o livro é carinhosamente uma obra cebola e já, já vocês entenderam o porquê.

Antes de começar, gostaria de registrar que esse foi um dos começos mais incríveis que já li:

“Ninguém que tenha visto Catharine Morland quando criança teria imaginado que ela nascera para ser heroína.” (Pág. 11)

Catharine Morland é a quarta filha de dez, é retratada como uma jovem que não dava para literatura (lia apenas alguns poemas, memorizava algumas citações, mas não refletia sobre elas, até encontrar- se com romances góticos, onde desponta como leitora), nem para costura e na pintura… Não sai nem bonequinho de palito. Ela é bonita, mas como toda jovem entre os 16 e 17 anos. Enfim, nossa heroína não é nenhum estereótipo ideal.

“Mas quando uma jovem tem de ser heroína, nem a perversidade de quarenta famílias ao redor podem impedi-la. Algo deve e vai acontecer que lançará um herói um seu caminho.” (Pág. 16)

Um certo dia, os vizinhos dos Morland, sr. e sra. Allen, não tendo filhos, convidam Catherine para passar uma temporada com eles em Batch. Ela prontamente aceita o convite e parte para integrar a alta sociedade daquela cidade. Lá, a sra. Morland conhece seus novos amigos: Isabella Thorpe (a amiga falsa que está interessada no irmão de Catherine), John Thorpe (irmão de Isabella que corteja nossa heroína pelo dote dela), Eleonor Tilney (a jovem tímida que se mostrará a verdadeira amiga de Cath) e Henry Tilney (a grande paixão da protagonista).

Depois de algum tempo na cidade e de passar por vários momentos desagradáveis ao lado dos Thorpe, a heroína é inserida num novo cenário, a Abadia de Northanger, moradia dos Tilney. Como uma boa leitora de romances góticos e passando a viver naquela casa sinistra, sua imaginação começa a fantasiar histórias macabras sobre o lugar e sobre as pessoas que lá vivem.

Explicado o enredo, vamos as camadas. Como todo romance de Jane Austen, existe uma crítica à sociedade, nesse, da de Bach, caracterizando-a como frívola, falsa, fútil e machista.

“Quando as pessoas querem ser simpáticas, devem sempre parecer ignorantes. Vir com a mente bem informada é vir com uma incapacidade de lidar com a variedade dos outros, o que uma pessoa sensata sempre prefere evitar. Sobretudo a mulher, quando tem a desgraça de conhecer alguma coisa, deve escondê-lo o máximo possível.” (Pág. 134)

Outra crítica que Jane faz é sobre a leitura de romances góticos, personificando-a em Catharine Morland:
- Catharine numa curiosidade infinita para conhecer a Abadia (na mente dela um castelo mal assombrado) revela a forma como esse tipo de romance meche com os sentimentos e a razão das pessoas;

- Catherine fantasiando histórias fundadas apenas no que lia e acreditando fielmente nelas (seria a fantasia indo para a realidade).

- Por último, nossa heroína frustrada a cada descoberta de que sua imaginação não fazia mais do que pregar uma peça nela (a conclusão da autora de que aquelas histórias não passavam de mera obra da criatividade de moças desocupadas).

Outro ponto muito pouco abordado é que, trazendo várias situações desagradáveis pela qual a srta. Morland passa e a maneira muito bem-educada com que ela se porta, a presente obra pode ser categorizada como um romance de aprendizagem (lições para as mocinhas da época).

O livro foi escrito em torno de 1789 e 1788 e publicado somente após a morte de Jane, em 1817. É um ótimo passa tempo e também traz muitos pontos para a reflexão do leitor, por isso, é altamente recomendado pela minha pessoa rsrsr. O único ponto, porém, que me desagradou foi a personalidade muitas vezes infantil da protagonista. Ao contrário de outros romances de Jane Austen, como Orgulho e Preconceito, Persuasão, dentre outros, aqui não vamos encontrar nenhuma personagem com personalidade marcante e forte.

“A partida do general deu a Catherine a primeira convicção experimental de que uma perda pode às vezes ser um ganho.” (Pág. 263)

Anotei vários romances que o livro aborda e estou muito ansiosa para poder lê-los. 

Espero que tenham gostado e até a próxima ;)

domingo, 8 de maio de 2016

Novidades: Arqueiro e Sextante

Olá Pessoal,

Não poderia faltar por aqui as novidades da Arqueiro e da Sextante, vamos aos lançamentos:


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Páginas: 272
Lançamento: 16/05/2016

Sinopse: Tetê acaba de se mudar com a família toda para Copacabana, no Rio de Janeiro, para a casa dos avós. O lindo e espaçoso apartamento da Barra da Tijuca em que morava teve que ser vendido, pois com a crise o pai foi demitido, e o resultado é que a vida dela virou de cabeça para baixo. Além de perder a privacidade, tendo que dividir o espaço com cinco parentes malucos que brigam o tempo todo, ela perdeu todas as suas referências. A única coisa que a deixa feliz é cozinhar. E, claro, comer as delícias que faz.

O lado bom foi se livrar do antigo colégio, no qual sofria bullying por causa de seu jeito peculiar. Sem contar sua desilusão amorosa... O problema é que ela está apavorada, porque agora tudo será novo e estranho, com o ensino médio, com a nova escola, e sem conhecer ninguém. E morre de medo de ser excluída ou de sofrer bullying novamente. Ela está bem mal, para dizer a verdade. Ou talvez seja um pouco de drama, porque já no primeiro dia as coisas parecem ser um pouco diferentes... Pelo jeito, tudo vai mudar, e para melhor.

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Páginas: 304
Lançamento: 16/05/2016

Sinopse: O estranho aparece do nada e, com poucas palavras, destrói o mundo de Adam Price. Sua identidade é desconhecida. Suas motivações são obscuras. Mas suas revelações são dolorosamente incontestáveis.

Adam levava uma vida dos sonhos ao lado da esposa, Corinne, e dos dois filhos. Quando o estranho o aborda para contar um segredo estarrecedor sobre sua esposa, ele percebe a fragilidade do sonho que construiu: teria sido tudo uma grande mentira?

Assombrado pela dúvida, Adam decide confrontar Corinne, e a imagem de perfeição que criou em torno dela começa a ruir. Ao investigar a história por conta própria, acaba se envolvendo num universo sombrio repleto de mentiras, chantagens e assassinatos.

Intrigante e perturbador, Não Fale Com Estranhos é mais que um suspense de tirar o fôlego. É uma reflexão sobre o bem e o mal, o amor e o ódio, o certo e o errado, os segredos, as mentiras e suas consequências devastadoras.

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Páginas: 288

Sinopse: Talentosa e ambiciosa, a modista Marcelline Noirot é a mais velha das três irmãs proprietárias de um refinado ateliê londrino. E só mesmo seu requinte impecável pode salvar a dama mais malvestida da cidade: lady Clara Fairfax, futura noiva do duque de Clevedon.

Tornar-se a modista de lady Clara significa prestígio instantâneo. Mas, para alcançar esse objetivo, Marcelline primeiro deve convencer o próprio Clevedon, um homem cuja fama de imoralidade é quase tão grande quanto sua fortuna.
O duque se considera um especialista na arte da sedução, mas madame Noirot também tem suas cartas na manga e não hesitará em usá-las. Contudo, o que se inicia como um flerte por interesse pode se tornar uma paixão ardente. E Londres talvez seja pequena demais para conter essas chamas.
Primeiro livro da série As Modistas, Sedução da seda é como um vestido minuciosamente desenhado por Loretta Chase: de cores suaves e românticas em alguns trechos, mas adornado com os detalhes perfeitos para seduzir.

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Páginas: 160
Volume 3 (Série: O Doador de Memórias)

Sinopse: Há seis anos, Matty chegou ao pacato Vilarejo. Sob os cuidados de Vidente, um cego que tem uma visão especial, ele amadureceu e se adaptou à nova vida. Agora, espera receber seu nome verdadeiro, que determinará seu valor ali, como ocorre com todos os habitantes.

Contudo, algo nefasto está se infiltrando no Vilarejo, e os moradores, antes orgulhosos de receber forasteiros, passam a exigir que as fronteiras sejam fechadas para se protegerem.

Por ser um hábil mensageiro, Matty é encarregado de avisar os outros povoados sobre o bloqueio. Sua missão também tem outro grande objetivo: buscar Kira, a filha de Vidente, antes que seja tarde demais.

Ele é o único capaz de viajar pela Floresta, que já provocou algumas mortes. O problema é que ela também está se tornando um lugar perigoso para o garoto. Mas muitos dependem de Matty. Então, armado apenas de um poder recém-descoberto, ainda incompreensível e incontrolável, ele se arriscará a fazer o que talvez seja sua última viagem.

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Páginas: 469
Volume 4 - Parte 2 (Série Outlander)

Sinopse: Será possível alterar o passado? 

Depois de voltar no tempo à Escócia do século XVIII e reencontrar Jamie Fraser, o amor de sua vida, Claire Randall seguiu com ele para o Novo Mundo. Agora eles moram na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, e Jamie, com o auxílio da misteriosa e autoritária Jocasta Cameron, conseguiu tornar-se uma pessoa influente. As coisas finalmente parecem estar entrando nos eixos. 

Duzentos anos à frente, a filha dos dois, Brianna, encontra um recorte de jornal antigo e descobre que Claire e Jamie morrerão em um incêndio. Isso, somado à sua curiosidade em relação ao pai biológico e à saudade que sente da mãe, faz com que deixe o namorado para trás e se lance através do círculo de pedras em uma aterrorizante jornada rumo ao desconhecido. Para salvar a vida daqueles que ama, ela tentará mudar o passado, mesmo que isso signifique colocar em risco o próprio futuro. 

Assim que fica sabendo o que a namorada fez, Roger Wakefield abandona seu emprego de professor e decide segui-la. Mais uma vez, a força do amor ultrapassa obstáculos, vencendo tempo e espaço, e dá início a uma nova e fantástica fase nesta saga antológica. 

Na segunda parte de Os Tambores do Outono, Diana Gabaldon conta as aventuras de uma jovem destemida no atribulado século XVIII. Unindo sentimentos atemporais como culpa, raiva e amor a uma cuidadosa pesquisa histórica, a autora constrói uma trama inesquecível, com reencontros de tirar o fôlego e um desfecho emocionante.

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E claro que não podia faltar aqui o volume único de O Guia Definitivo do Mochileiro das Galáxias, que contém os cinco volumes escritos por Douglas Adams.

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Páginas: 672

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Páginas: 272
Lançamento: 16/05/2016

Sinopse: A ironia é que tentamos rejeitar nossas histórias difíceis para parecermos mais plenos ou mais aceitáveis, mas nossa plenitude depende, na verdade, da integração de todas as nossas experiências, inclusive as quedas. Brené Brown
Errar faz parte da vida. Se você correr riscos e for corajoso, mais cedo ou mais tarde poderá se dar mal. Às vezes aquele projeto em que estava apostando todas as fichas vai pelo ralo ou um casamento de muitos anos chega ao fim, deixando dor e muito sofrimento pelo caminho. Não importa: todos precisam aprender a lidar com o fracasso.

Apesar disso, temos medo de falar sobre o assunto. Conhecemos inúmeras histórias bonitas de superação, mas sempre há nelas uma espécie de lacuna: passa-se diretamente do infortúnio à vitória e o doloroso processo que nos leva de um ponto a outro nem sequer é mencionado.
Tomando como ponto de partida seu trabalho pioneiro sobre a importância da vulnerabilidade, em Mais forte do que nunca, a pesquisadora Brené Brown faz a pergunta inevitável: se todos nós levamos rasteiras da vida, como certas pessoas conseguem enfrentar tantas adversidades e, mesmo assim, sair mais fortes?

Para responder a isso, a autora conversou com inúmeras pessoas, coletou dados e passou a compreender melhor a volta por cima. Neste livro, você vai aprender quais são as características de personalidade, os padrões emocionais e os hábitos mentais que nos possibilitam transcender as catástrofes da vida e renascer não totalmente ilesos, porém mais plenos e realizados, vivendo com mais propósito e significado.

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Páginas: 176

Sinopse: Aos 36 anos, Paul Kalanithi foi diagnosticado com um câncer incurável. Neurocirurgião brilhante, de repente se viu diante de uma cruel inversão de papéis: num dia era o médico tratando de pacientes com problemas graves, no outro era o paciente lutando pela própria sobrevivência.

O último sopro de vida narra a trajetória de Paul ao longo do tratamento a descoberta da doença, a esperança de uma possível remissão, a incerteza quanto ao futuro, a decisão de se tornar pai, a consciência do fim, a angústia de se despedir da vida antes da hora.

Sua narrativa é honesta, pungente. Mas, ao mesmo tempo, poética e delicada. Amante da literatura e da filosofia, Paul desde sempre buscou entender a relação entre a vida e a morte, a identidade e a consciência, a ética e a virtude. Seus questionamentos profundos encontram eco em nossas próprias reflexões: afinal, o que faz a vida valer a pena?

Paul morreu em março de 2015. Deixou como legado uma filha de oito meses e o manuscrito inacabado deste livro. Quem escreveu as páginas finais e encaminhou o texto para publicação foi sua esposa, Lucy, atendendo ao último desejo do marido.

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E para os amantes dos livros de colorir, agora um lançamento inovador o DESENHO ZEN, que é um livro interativo que ensina a desenha a partir dos princípios dos Zentangles.

Informações AQUI
Páginas: 128

Zentangles são uma nova tendência no universo da arte em papel, que tem como objetivo praticar o foco e a meditação através do desenho, usando linhas, círculos e formas repetidas vezes. Cada marca é chamada de "emaranhado", e você pode combinar vários emaranhados em padrões para criar "peças" ou desenhos quadrados pequenos.

O livro é dividido em seis capítulos, cada um com sete exercícios diários.

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Me diga aí, qual gostaria de ler ou ter?
Beijos.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

#O Morro dos Ventos Uivantes – Emily Brontë

Olá Galera,

A colunista Nathalia está de volta com uma resenha/análise de um clássico, vamos conferir:

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Título: O Morro dos Ventos Uivantes
Autor/a: Emily Brontë
Editora: Landmark
Páginas: 304

“ - Bem, eu certamente me considero uma pessoa firme e razoável – ela disse – não por viver entre esses morros e ver sempre as mesmas caras, ou presenciar as mesmas ações, durante anos e anos; mas fui criada com muita disciplina, o que me ensinou a ser sábia.” (Pág. 36)

Quando me peguei pensando em ler este livro, fui pesquisar um pouco mais sobre a autora e a obra em si. Em um blog (cujo nome não me vem à memória agora), declarava o seguinte: “(…) todo fã de romance deve ler 'O Morro dos Ventos Uivantes'(...)”e outras coisas que insinuavam se tratar de um exemplar completamente meloso. Enfim, me peguei pensando: 'caramba, eu nem sou tão fã de romance assim'. Porém, os caminhos da vida me reservaram um tempinho para poder lê-lo. 

Queridas(os), muito pelo contrário do que foi mencionado pelo blog, o livro não tem nada de meloso, a meu ver.

O livro é narrado pela senhora Dean, a governanta do chalé em que o cavalheiro Lockwood alugou para passar uns tempos sentindo os ares das montanhas. Numa bela manhã, o hóspede daquela cidade pacata resolve fazer uma visita a seu senhorio (locatário), o senhor Heathcliff, e descobre um sujeito bem amargo, ríspido e cruel que tinha sob seu poder um empregado (muito parecido com o patrão) e uma moça encantadora que não sintonizava com aquela realidade moribunda. Muito intrigado, Lockwood procura saber através da moradora mais antiga daquele vilarejo, a senhora Deans, o que levou seu senhorio a se prender a uma vida cheia de ruindade e amargura.

Nesse ponto a história sai do presente e vamos acompanhar a vida de algumas pessoas, residentes daquele mesmo chalé e de sua vizinhança, o passado obscuro de Heathcliff e dos que estavam ao seu redor. Como foi que, sendo uma criança já comparada com o próprio diabo por seus atos de crueldade, pôde se apaixonar por uma menina com pele de porcelana, mas que ao mesmo tempo se juntava a ele nas mais perigosas travessuras.

Emily Brontë, irmã das escritoras Charlotte e Anne Brontë, é nomeada como “a autora de um único livro”, contudo, esse único livro é considerado um cânone inglês. Na publicação do livro, em 1847 a obra recebeu duras críticas e fora deixado de lado, apenas depois de alguns anos (com a ajuda da irmã, Charlotte) a obra fora prestigiada da maneira correta.

A trama apresenta a mesma carga que a autora passava. Nascida em uma família muito pobre, tendo mais cinco irmãos e supervisionados por uma forte presença da religião, essas crianças tinham apenas as histórias da empregada da família para se distraírem (essa mulher é homenageada como sendo inspiração para a personagem Nelly Deans, narradora do livro). 

Emily passou por vários “perrengues” na vida, estudava em colégio interno, viu dois de seus irmãos morrerem, era muito introspectiva, sendo a mais reservada das irmãs Bronttë, levou toda essa carga para sua história. Dessa forma, a autora inicia um novo estilo de romance em sua geração. Influenciada pelos poemas góticos de Lord Bryon, seu romance apresenta características mais sombrias (vingança, o amor que se tornou ódio), embora ainda carregasse as excessivas descrições de lugares (bastante presente nos romances da época), seus personagens foram construídos de forma não idealizada.

Confesso que a leitura foi um pouco arrastada de início, mas consegui acompanhar o ritmo de escrita da autora. Existem partes mais rápidas e outras bem descritiva (mais presente no começo do livro). Minhas partes preferidas eram de Nelly, quando não estava narrando. Acredito que para os fãs de romance será bem diferente ler uma história de amor e ódio tão densa e tensa, muito diferente da categoria '‘água com açúcar’'.

Espero que vocês tenham gostado de mais uma resenha!! Já leram o livro? 
Deixem suas opiniões aqui nos comentário, até a próxima resenha ;)

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Novidade: Editora Butterfly

Olá Galera,

Hoje trago algumas novidades que a Editora Butterfly me passou, não deixem de conferir:

Compre: AQUI

Compre: AQUI

Me contem se já leram algum deles ou vão ler.
Beijos.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

#Leituras e Filmes em Abril

Olá Pessoal,

Voltei a trabalhar essa semana e a passagem por aqui caiu um pouco, não tinha percebido como estava desacostumada. Estou me adaptando novamente a rotina, por isso tenham paciência comigo e não me abandonem. Sobre o tornozelo estou 95% melhor, só tenho mais algumas fisioterapias e estou liberada. \o/. Vamos ao resumo do mês:


Leituras de Abril
14. Guardião - Mari Scotti - vol.2 - Análise AQUI
15. Dançando sobre cacos de vidro - Ka Hancock - Análise AQUI
16. Era Uma Vez no Outono - Lisa Kleypas (vol. 2) - Análise AQUI
17. O que me disseram as flores - Alane Brito - Análise AQUI
18. A Garota Sem Passado - Michael Kardos - Análise AQUI


Lendo no Momento





Assisti em Abril
51. Os dez mandamentos - ep. 122 a 176 - Nota: 5,0 / 5,0 (Série Concluída)
52. O Concurso - Nota: 3,0 / 5,0
53. A lenda do cavaleiro sem cabeça - Nota: 3,0 / 5,0
54. Precisamos falar sobre Kevin - Nota: 1,0 / 5,0
55. O Caçador e a Rainho do Gelo - Nota: 3,0 / 5,0

Links das Análises/Resenhas das Colunistas:

Rudy - Blog Alegria de Viver e Amar o que é bom!!!
#O Bangalô - Sarah Jio
#A Escolha de Eron - Ademilson Chaves

Rose - Blogs Fábrica dos Convites
#Os Humanos - Matt Haig
#A Protegida - Lisa Kleypas

Eu ia dizer que meus filmes e séries caíram muito, mas a verdade é que o intensivo de Os Dez Mandamentos ocupa muitos dias e horas e foi muito bom. Já com os filmes mesmo, não tive muita sorte, nada que ficará marcado para indicação. Nas leituras senti que fui bem, porque todos eu consegui ler rapidamente e foram bons e gostosos de ler. Espero que maio em leituras seja semelhante.

Deixe indicações ai nos comentários, vou adorar conferir.

sábado, 30 de abril de 2016

#A Protegida - Lisa Kleypas

Olá Leitores,

Hoje temos a análise da amiga e colunista Rose, do blog Fábrica dos Convites, vamos conferir:

Para quem está acostumado a ler os romances de época da Lisa Kleypas, A Protegida, seu primeiro romance contemporâneo é uma novidade muito bem vinda e que abre outro leque de talento da autora. 

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Título: A Protegida
Autor/a: Lisa Kleypas
Série: The Travis Family
Volume: 1
Editora: Gutenberg
Páginas: 288

Liberty Jones perdeu o pai cedo, tinha apenas 4 anos. Desde então sua vida mudou. Vivendo apenas com a mãe, ela passou a conviver também com os vários namorados que a mãe arranjava. Infelizmente os namoros não duravam muito, visto que todos eram barcos furados.

Agora aos 14 anos, elas acabaram de mudar para Welcome, leste do Texas, para viverem em um estacionamento de trailers. Foi em um encontro inusitado que ela conheceu Hardy Cates, um jovem de 17 anos que atraia os olhares de todas as mulheres, e que atraiu o dela também.

Hardy logo apresentou Liberty para sua irmã e ambas tornaram-se muito amigas. A aproximação delas ajudou Liberty a ficar mais perto de Hardy, mas este a via apenas como uma irmã. Com o passar do tempo Liberty foi florescendo e chamando atenção dos meninos, menos de quem realmente lhe interessava. Apesar disso ela sentia que entre ela e Hardy havia uma ligação forte. O problema era que o rapaz sempre deixou claro sua intenção de ir embora daquele lugar. Ele queria ser alguém na vida, queria tudo que a vida poderia lhe dar. Por conta disso, não estava disposto a arriscar um envolvimento com Liberty, a única garota que realmente mexia com ele e que seria capaz de prendê-lo naquele lugar.

"...mas nunca me arrependi das coisas ditas como me arrependi das palavras que não falei."

Como não podia ter Hardy, Liberty acabou se contentado com outros, mesmo isso não sendo suficiente. No entanto, para sua alegria, sua mãe ficou grávida do ex-namorado. Era um sonho para Liberty saber que teria um irmão que poderia amar incondicionalmente. Apesar de sua mãe não estar tão feliz com a situação, ela fazia tudo o que podia para amenizar o fardo da mãe.

Quando Carrigton nasceu, um novo mundo para Liberty nasceu também. Ela ficou completamente apaixonada pela irmã e fez a felicidade e segurança dela, sua meta de vida. Mas as coisas saíram dos eixos, sua mãe não demonstrava nenhum interesse na irmã, e isso acabava sobrecarregando a vida de Liberty. Para completar, Hardy finalmente foi embora para nunca mais voltar. Liberty só não afundou em uma tristeza sem fim, pois tinha Carrigton. 

Ela é a irmã eram inseparáveis e ficariam ainda mais quando Diana, a mãe das meninas morreu em um trágico acidente de carro. Contando apenas com a ajuda de sua amiga Lucy e de sua vizinha Marva, Liberty se virava para poder ter a guarda de Carrington. Ela ganhou uma bolsa de cabeleireiros e com muito esforço corria atrás do seu sonho. Ela queria dar uma vida melhor para Carrington. O único sonho que ela foi obrigada a abrir mão foi de ter Hardy. Sem notícias de seu único amor, e sem poder contar com sua ajuda, ela teve que aprender a esquecê-lo.

Depois de uma fase difícil e apertada, a vida dela deu uma pequena melhorada quando se formou e foi fazer estágio em um badalado salão de beleza. Foi lá que ela conheceu o poderoso Churchill Travis, um magnata das finanças e dono da metade de Houston. Para surpresa de Liberty, ela caiu nas graças de Churchill, e ambos acabaram se tornando amigos. Muitos no salão achavam que eles eram mais que amigos, mas o relacionamento deles era como de pai e filha.

Aos poucos ela foi conhecendo a família de Churchill, através dos relatos e casos que ele lhe confidenciava ou contava. Liberty aprendeu a confiar em Churchill, e assim, ele acabou sabendo de tudo o que acontecera com ela até aqueles dias. Desde a morte dos pais, passando pelos namorados da mãe, os tempos de dificuldade, o medo de perder Carrington e até o amor não curado por Hardy. Eles eram confidentes um do outro. 

A amizade deles subiu mais um degrau quando Churchill convidou Liberty para trabalhar com ele, como sua assistente pessoal. Além do salário muito superior ao que ganhava no salão, ela ainda moraria com ele na linda e imensa mansão onde ele vivia com a irmã.
Era uma oportunidade que ela não tinha como recusar, ainda mais quando ela pensava nas vantagens que Carrigton teria. Coisas que ela não seria capaz de proporcionar para a amada irmã.

Acreditando estar fazendo o melhor não só para ela, mas para irmã e Churchill, Liberty aceita o emprego e muda-se para mansão. Mas qual não é a sua surpresa quando Cage, o filho mais velho de Churchill deixa claro o quanto ela não é bem vinda ali. Sem papas na língua ele diz com todas as letras que a quer longe do pai e que não vai deixá-la se aproveitar dele. 
Cage e Liberty passam a conviver de uma forma fria e pacífica, e ela tenta a todo custo manter-se longe dele. Enquanto isso, Carrigton logo se acostuma com a nova vida e escola. A linda e meiga menina está muito feliz, para a alegria de Liberty.

As coisas começam a mudar quando atendendo um pedido de Churchill, Liberty socorre Cage. Ela não imaginava que este simples gesto derreteria a pedra de gelo que o rapaz parecia carregar no lugar do coração. Pelo menos em se tratando dela. Cage também começou a mudar em relação a Carrigton, e os dois logo se tornaram amigos. Era visível que ambos estavam desenvolvendo uma mútua atração. Liberty ainda tinha algumas ressalvas, mas aos poucos Cage foi vencendo as barreiras por ela levantadas. Lógico que toda a família aproveitou para meter a colher e juntar de uma vez este casal de pombinhos. Mas justamente quando ela estava feliz da vida, eis que seu grande amor do passado, Hardy, aparece pedindo uma nova chance e prometendo mundos e fundos.

Hardy agora estava rico, e com um futuro brilhante garantido. A única coisa que ele não tinha, e que faria todo o possível para ter, era o amor que fora obrigado a deixar para trás.
Junto com isso, ela descobre um segredo de Churchill que poderá afastá-la de vez da família Travis. Ela lutaria até o fim pela sua irmã, seja contra quem for.

E agora? O que Liberty deve fazer? Hardy sempre foi sua paixão, seu sonho, e estava bem ali, disposto a reconquistá-la. Do outro lado ela tinha o amor de Cage, um homem frio que para sua surpresa estava se revelando totalmente o contrário que muitos diziam dele.
Ela e Hardy tinham uma ligação única, vinham de uma mesma vida, passaram por coisas que Cage nunca passaria. Ela e Cage vinham de mundos muito distintos, mas era inegável que se completavam. Totalmente dividida e sem saber que decisão tomar, ela pede um tempo para entender os próprios sentimentos e desejos.

"Às vezes a vida tem um senso de humor cruel, entregando-lhe aquilo que você sempre quis no pior momento possível..."

Resta saber se Cage e Hardy saberão esperar. Uma coisa é certa, ambos estão dispostos a lutarem pelo amor de Liberty e de Carrigton. Liberty precisará enxergar além do coração para tomar sua decisão, pois são os gestos mais do que as palavras que mostrarão quem ela é hoje e quem ela quer ao seu lado amanhã.

Lisa nesta sua empreitada de romance contemporâneo arrasou! Uma história muito bonita de amor, não só de amor entre um homem e uma mulher, mas de amor fraternal também. Liberty fez tudo o que podia e foi ainda além para não perder a guarda de Carrigton. Por amor à irmã ela abria mão de tudo.

Carrigton é uma criança maravilhosa, uma criança que sabe que é amada e protegida, e isso reflete em suas atitudes e gestos que conquistam a todos. Hardy e Cage tem suas semelhanças e qualidades, e ambos gostam de verdade de Liberty, mas é apenas um deles, que não vou falar aqui obviamente, que a ama a ponto de colocar a felicidade dela na frente da sua, além de estar em sintonia com as convicções de vida dela.

É claro que ao longo da leitura, cada leitor deverá tomar um partido #teamhardy ou #teamcage. Ambos tem suas qualidades e antes que uma parcela grite que Hardy abandonou Liberty, fica muito claro e eu entendo, ou entendi, os motivos dele para isso. Sem falar que ele nunca, em momento nenhum, disse para ela que faria o contrário. Não pensem que estou defendendo o rapaz, eu disse que entendi, não que aceitei de bom grado.

"E eu não vou ficar aqui para me transformar no meu pai. Eu descontaria tudo em você - eu iria machucar você."

Na outra ponta, Cage acabou conquistando meu coração, e a partir do momento que ele entrou para a história, minha torcida foi invariavelmente para ele. Posso não falar com quem ela ficou, ou se aprovei o final, mas posso dizer que minha torcida foi para Cage. #teamcage.

Mas engana-se redondamente que o enredo fica preso neste triângulo amoroso. Lisa fez muito mais do que isso. Acompanhamos a vida de Liberty e todo o seu amadurecimento como mulher. Ela é forte e batalhadora e mesmo nos momentos mais difíceis não se deixou levar ou tornou-se amarga. O amor e o cuidado que ela tem com a irmã é a coisa mais linda. Outras pessoas no lugar dela teriam jogado tudo para o alto, ou então tentado caminhos mais fáceis, coisa que ela nunca cogitou.

Leia e sejam conquistados por mais uma série desta talentosa autora.